Jornalista de moda
Alê Garattoni

Jornalista de moda

Além do dinamismo para acompanhar os passos da globalização, a jornalista de moda Alê Garattoni aponta a observação como fator fundamental na carreira

Jornalismo é um retrato da realidade e sua função é comunicar e transmitir informações. A Moda, uma das áreas que mais movimenta capital, é um fenômeno político, antropológico e, acima de tudo, social, fazendo parte do cotidiano das pessoas e envolvendo um mundo de sonhos. Assim, a função do jornalismo de moda é unir essas duas frentes para traduzir e comunicar ao leitor sobre os fenômenos desse universo. Um jornalista de moda deve saber como transmitir a quem vê um item do vestuário o que esta peça poderá fazer pela pessoa, o que ela representa e que cargas de emoção acompanham aquela composição.

A globalização trouxe novas responsabilidades para o jornalista de moda devido a um maior dinamismo na captação e na transmissão de informações, que estão acessíveis tanto para o profissional quanto para o público. Basta um clique no teclado do computador para que desfiles, lançamentos e looks mostrados no eixo Milão-Paris-NY-SP-Rio e nas ruas cosmopolitas sejam acompanhados, em tempo real, em qualquer canto do mundo. “Hoje, graças à internet, um jornalista não precisa mais estar sempre viajando para buscar tendências. É tudo muito rápido e eu sempre digo que o fundamental é a observação”, explica Alessandra Garattoni, editora de textos da revista RG Vogue, que esteve em Ribeirão Preto, na loja Flor, lançando seu livro “It Girls”, fruto de seu extinto blog de mesmo nome.

Como consequência da globalização, o público mais informado se torna mais exigente quanto à qualidade e ao conteúdo da divulgação. Dessa forma, o jornalista de moda tem como responsabilidade principal aproximar-se do foco de interesse do seu público, conhecer suas expectativas e principalmente tornar-se um porta-voz do que acontece no seu ambiente. Quando todo mundo tem acesso a informações globalizadas, o jornalista assume o papel de divulgar o que acontece e o público passa a ser uma de suas mais importantes fontes de informação.

Segundo Alê, que se considera mais uma jornalista de comportamento do que uma jornalista de moda, para buscar as tendências o melhor lugar não são as passarelas, mas sim nas ruas das grandes cidades. “Sem dúvida, nas ruas as pessoas ousam mais e daí surgem inspirações. Por isso adoro sites e blogs de street style”, afirma. Ela conta ainda que a rotina de um jornalista de moda depende muito do veículo no qual trabalha. “Eu, por exemplo, fico na RG Vogue apenas na semana do fechamento da revista, quando edito os textos. Mas isso acontece porque estou em uma fase em que concilio o trabalho com outros compromissos profissionais”, diz, referindo-se ao lançamento e à divulgação do livro.

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