Julgamento novamente adiado
Sessão do Tribunal do Júri de Jardinópolis só analisa o crime em maio do ano que vem
O julgamento, por júri popular, do assassinato do empresário Quintino Francisco Facci, sofreu novo adiamento. Inicialmente marcado para 14 de maio deste ano, havia sido adiado para esta terça-feira, dia 19, mas foi novamente remarcado para o dia 6 de maio de 2014, às 9h30, no fórum de Jardinópolis. Todos os acusados serão julgados na mesma sessão do júri.
Chiquinho, como era conhecido, foi morto no dia 19 de dezembro de 2002, em Jardinópolis. Filho do empresário rural Quintino Facci, morto em abril de 2004, a vítima teria sido assassinada a mando do irmão Quintino Antônio Facci (o Toninho), que chegou a ter prisão domiciliar decretada, mas foi revogada.
São acusados da execução do crime João Batista dos Reis Filho (o Alemão), José Geraldo Francisco Guimarães (o Tatu) e Arley Rocha da Silva (Negão). Eduardo Borges, ex-funcionário de uma das fazendas da família, também é considerado suspeito.
Arlei Rocha e José Geraldo chegaram a ficar dez anos presos, desde dezembro de 2002. Só foram soltos no final do ano passado, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que considerou a hipótese de possível absolvição ou de pena menor que a que já estava em cumprimento.
O adiamento de julgamento atende a pedido do Ministério Público, que entendeu ser o prazo insuficiente da defesa do corréu João Batista dos Reis Filho, que tem novo advogado de defesa. O processo acumulou, nestes 11 anos, 59 volumes.
“De fato, trata-se processo que versa sobre fato de circunstâncias complexas, que conta com diversos corréus e, até o momento, possui mais de doze mil laudas de conteúdo, o que justifica o deferimento do pedido em apreço”, registra parte do despacho de deferimento de nova data.
Julgamento atrasado
O assistente de acusação do crime, advogado Heráclito Mossim (foto), diz entender a necessidade da defesa para analisar todos os volumes, mas considera que o julgamento tem se arrastado. “Esses adiamentos são ruins. Teríamos que julgar logo, porque vai ficando pendente”, diz.
O advogado afirma também que em caso de condenação, os réus que já ficaram presos terão o período descontado da pena aplicada. “Chama-se detração penal a consideração do período de detenção. E com dez anos de reclusão, eles praticamente já cumpriram a pena”, analisa.
O caso
Chiquinho foi espancado e assassinado com sete tiros, no dia 19 de dezembro de 2002, em uma emboscada montada em uma das fazendas da família, em Jardinópolis. Especulou-se, na ocasião, que a morte teria sido motivada por disputa de herança, principalmente representados por imóveis urbanos e rurais.
Ao morrer, em 2004, Quintino Facci deixou cerca de 11 milhões de metros quadrados em áreas. O patrimônio foi avaliado em R$ 200 milhões. Da metade do patrimônio que cabia a ele, deixou praticamente tudo para o filho Quintino José Facci, que é um dos assistentes de acusação contra Toninho.