Julia Felício
Julia serviu de inspiração para a criação do aplicativo e do instituto Jujuba, que levam informação para pessoas que vivem essa mesma batalha
Julia Felício apresentou um quadro de epilepsia, pela primeira vez, aos 6 meses, depois de uma catapora. A mãe, Carolina, buscou recursos nos Estados Unidos, onde a adolescente, atualmente com 16 anos, faz acompanhamento até hoje. Por volta dos 4 anos, surgiram, também, sintomas dentro do espectro autista. Mais uma vez, a família encontrou respaldo no exterior. Ao voltar para o Brasil, acompanhada pela mãe e pelo irmão mais velho, Marcelo, Julia se deparou com uma dura realidade: a falta de estrutura, tanto na saúde, quanto na educação, e o preconceito. “A coordenação de uma escola me pediu para tirar a Ju de lá, pois algumas mães haviam feito um abaixo-assinado alegando que a presença dela prejudicava os alunos. Diante das portas fechadas, nunca perdi a esperança e nem a fé em Deus. Quero que a minha filha tenha uma profissão, que seja independente e feliz”, afirma Carolina. Julia serviu de inspiração para a criação do aplicativo e do instituto Jujuba, que levam informação para pessoas que vivem essa mesma batalha.
Foto: Lidia Muradás.