Justiça mantém prisão de padrasto

Justiça mantém prisão de padrasto

Juíza entender haver indício de crime; advogado promete recorrer ao TJ

A juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos, da 2ª Vara do Júri e de Execuções Criminais de Ribeirão Preto, manteve a prisão temporária de Guilherme Longo, padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de três anos que desapareceu e teve o corpo encontrado no Rio Pardo.

A juíza que indeferiu o pedido de revogação é a mesma que havia negado, no último dia 6, a prisão temporária de Guilherme e da mãe de Joaquim, Natália Ponte. Guilherme e Natália estão presos desde o último dia 10, quando o corpo de Joaquim foi encontrado.

De acordo com o despacho da juíza, com o encontro do corpo, agora há indício de crime de homicídio. A prisão temporária é de 30 dias. Depois da prisão eles já prestaram três depoimentos ao delegado Paulo Henrique Martins de Castro, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG, responsável pelo caso.

O advogado de Guilherme, Antônio Carlos de Oliveira (foto), afirmou nesta segunda-feira, dia 18, que deve entrar ainda nesta semana com pedido de Habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo. Para ele, com a divulgação de laudos, não há provas materiais suficientes que indiquem um homicídio.

Para o delegado Paulo Henrique, que voltou a ouvir depoimentos de Natália e Guilherme nesta segunda-feira, há sim elementos suficientes para pedir o indiciamento de Guilherme, principal suspeito do crime. Mas ele quer juntar novas provas antes de tomar a decisão.

Também nesta segunda-feira prestou novo depoimento um pescador que disse ter visto um homem jogar um pacote dentro do Rio Pardo na madrugada do último dia 5, mesmo dia do desaparecimento do menino.

O delegado Paulo Henrique disse que os depoimentos de Guilherme e Natália continuam divergentes, mas que ele não pensa, por enquanto, em acareação entre os dois. O que a polícia deve fazer, nesta terça (19) ou quarta-feira (20, é a reconstituição do desaparecimento do garoto.

Entrevista coletiva

O pai do menino Joaquim, Artur Paes, marcou para a tarde desta terça-feira uma entrevista coletiva aos veículos de comunicação de Ribeirão Preto e região. O advogado dele, Alexandre Durante, já havia antecipado na semana passada que ele daria a entrevista.

Segundo o advogado, a intenção de Artur é agradecer o apoio da população da cidade no momento do desaparecimento de seu filho. Acompanhado de amigos e familiares, o pai de Joaquim passou uma semana na cidade, acompanhando as investigações. Ele só foi embora após o sepultamento do filho, dia 11, em São Joaquim da Barra.

Duraqnte sua permanência nas imediações da DIG concedeu várias entrevistas e na maioria das vezes não acusou o padrasto, o que só fez depois de várias evidências do cometimento do crime. 

Compartilhar: