Justiça nega pedido de prisão

Justiça nega pedido de prisão

Mãe e padrasto do menino desaparecido seguem em liberdade; delegado continua a investigar o caso

A juíza Izabel Cristina Alonso Bezerra dos Santos, da 2ª Vara do Júri e Execuções Criminais, negou na tarde desta quinta-feira, dia 7, o pedido de prisão temporária de Natália Mingone Ponte e de Guilherme Longo, respectivamente mãe e padrasto do garoto Joaquim Ponte Marques, de três anos, que está desaparecido desde a madrugada de terça-feira, dia 5.

O pedido foi feito pelo delegado Paulo Henrique Martins de Castro, da Delegacia de Investigações Criminais (DIG), por suspeitar do envolvimento do casal no desaparecimento da criança. A juíza considerou que os dois estão colaborando com as investigações, que não há risco de fuga e nem de coação de testemunhas ou destruição de documentos e provas.

Em rápida entrevista coletiva na tarde desta quinta, o delegado Paulo Henrique informou que segue investigando o caso e que se entender necessário fará novo pedido de prisão do casal.

Rezando

Presente na DIG, o advogado de Natália, Cássio Alberto, não comentou a negativa e afirmou que não há preocupação com isso agora. “O que queremos é encontrar o menino bem de saúde e solucionar o caso. Tenho esperança que ele está vivo e faço um apelo para quem o encontrar que informe”, disse.

O pai de Joaquim, Arthur Pais Marques disse que também tem esperança de encontrar o filho com vida. Com um terço na mão, ele diz que tem rezado muito pelo encontro do filho. “Faço um apelo para quem o encontrar que leve à unidade de saúde mais próxima, porque ele precisa tomar insulina. E tenho muita fé de que ele está vivo, em algum lugar”, disse.

Buscas

Durante toda esta quinta-feira o Corpo de Bombeiros fez buscas pelo menino no córrego do Tanquinho e no Rio Pardo, onde o córrego desemboca. Até no final da tarde não havia qualquer indício de se encontrar o corpo.

Por uma estratégia adotada para a linha de investigação do delegado Paulo Henrique, na quarta-feira, o cão Apache, da Polícia Militar também foi acionado. Depois de cheirar as roupas de Joaquim e do padrasto Guilherme, ele conduziu, por duas vezes, os policiais até às margens do Tanquinho, indicando um suporto trajeto feito pelos dois.

Amigos do casal e também de Arthur afirmam que o relacionamento de Guilherme com Joaquim era tranquilo e que ele o tratava como filho. O casal, que vivia há cerca de um ano em Ribeirão Preto, tem outro filho, Vitor Hugo, recém nascido.

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Texto: Guto Silveira e Rose Rubini
Fotos: Júlio Sian 

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