Justiça quebra sigilo telefônico de casal

Justiça quebra sigilo telefônico de casal

Investigação terá acesso a dados telefônicos da mãe e do padrasto do garoto Joaquim Ponte, encontrado morto

O delegado Paulo Henrique Martins de Castro, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), responsável pelas investigações da morte do garoto Joaquim Ponte Marques, de três anos, terá acesso à bilhetagem telefônica da mãe e do padrasto do menino. Guilherme Longo e Natália Ponte são os principais suspeitos da morte. Os dois estão presos desde domingo, quando o corpo foi encontrado.

Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, dia 12, o delegado confirmou que a Justiça concedeu a quebra do sigilo telefônico, pedido na sexta-feira, dia 8, antes do encontro do corpo do garoto, no domingo. Segundo Paulo Henrique, o acesso aos dados poderá ajudar na obtenção de informações.

Desde a prisão dos dois, o delegado já ouviu por duas vezes a mãe do menino. Ela teria dito que o padrasto já teria tentado cometer suicídio, com alta dose de insulina. Por isso a polícia trabalha com a hipótese de que Joaquim pode ter sido morto exatamente por excesso de insulina, já que o corpo não tinha sinais de violência e nem havia indícios de afogamento.

Na coletiva, o delegado afirmou ter conseguido novas imagens de câmeras de segurança que mostram o pai do padrasto de Joaquim, Dimas Longo, saindo de carro durante a madrugada da terça-feira, 5 de novembro, data em que foi comunicado o desaparecimento do menino. “Vamos averiguar em que situação e porque ele saiu para poder esclarecer alguns fatos”, afirmou Castro.

O delegado esperava obter novas informações ainda na tarde desta terça-feira, quando o padrasto prestará novo depoimento. “Ontem (segunda-feira) a Natália revelou alguns fatos importantes para investigação e hoje, provavelmente, durante a tarde o Guilherme deve ser ouvido novamente. Mas dificilmente ele virá para a DIG”, disse Paulo Henrique.

De acordo com o delegado, nos depoimentos prestados após a prisão dos dois, a mão do menino fez declarações que podem auxiliar e muito a investigação. Após o encontro do corpo ela resolveu revelar problemas de relacionamento com o companheiro, que teria ameaçado até jogar o filho do casal, um menino de quatro meses, na parede.

"Depois de ver o corpo do menino, ela entrou em choque e chorou. Acreditamos que o fato de eles [Natália e Guilherme] terem sido presos, também ajudou para que ela passasse a colaborar e fornecer novas informações", apontou. A prisão temporária havia sido pedida ainda na semana passada, mas havia sido negada pela Justiça.

Revide on-line

Compartilhar: