Lais pode ficar dependente de aparelhos

Lais pode ficar dependente de aparelhos

Afirmação é dos médicos responsáveis pela recuperação da atleta; mãe faz a primeira visita à filha no hospital

Os médicos responsáveis pelo caso de Lais Souza, que está internada em um hospital em Salt Lake City, nos EUA, admitiram ontem a possibilidade de a esquiadora necessitar de ajuda mecânica para respirar pelo resto da vida.

A equipe médica formada por Holly Ledyard e Andrew Dailey, doutores do Hospital Universitário de Utah, e Antonio Marttos Jr., médico do COB, deram entrevista coletiva nesta quinta-feira, dia 30. Segundo os médicos, os procedimentos de traqueostomia e gastrostomia a que Lais foi submetida mais cedo foram bem sucedidos. Os tubos foram instalados visando facilitar tanto a respiração, quanto a alimentação da esportista.

Quanto ao futuro, os médicos continuaram sendo cautelosos. A junta reiterou que ainda é cedo para ter um prognóstico, nem para avaliar possíveis sequelas.  De acordo com a equipe, enquanto Lais não conseguir respirar por conta própria estará em risco de morte.

Explicaram que o deslocamento da terceira vértebra da coluna ocasionou um choque medular, uma suspensão transitória da função da medula abaixo do nível da lesão, como os movimentos dos membros e dos músculos do pulmão.

Como Laís não consegue se comunicar por fala, o hospital e o Comitê Olímpico Brasileiro providenciaram um tablet com sensores de olhar para que a atleta consiga pedir coisas. Uma terapeuta ocupacional vai auxiliá-la neste processo de adaptação.

O comunicador é semelhante ao utilizado pelo físico Stephen Hawking, que sofre uma doença degenerativa que causa paralisia. A atleta recebeu, nesta quinta, a primeira visita de sua mãe, Odete. Segundo o irmão, Mateus Souza, a mãe foi recebida com um sorriso da filha.

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Texto: Brunno Vogah (Colaborador)

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