Leite orgânico
Com alto valor agregado, sistema de produção natural é viável para pecuaristas por atender às necessidades de um grupo crescente de consumidores atentos À alimentação mais saudável
No Brasil, a demanda por leite orgânico é maior do que a oferta. Para ser orgânica, a bebida deve ser produzida conforme as exigências descritas na Instrução Normativa 46, do Ministério da Agricultura. Entre elas está o manejo da pastagem sem uso de qualquer tipo de adubo químico ou agrotóxico e o tratamento dos animais por meio de homeopatia e de fitoterápicos.
Para atender a um exigente mercado consumidor e agregar valor à matéria-prima, o produtor rural Claudinei Saldanha Júnior adotou o sistema de produção orgânica no Recanto SS, em Itirapina, em 2013, obtendo a certificação em 2014. Na propriedade, 44 vacas são criadas no pasto e produzem cerca de 750 litros de leite orgânico por dia. “Não me vejo mais produzindo leite convencional porque minha margem líquida atual dobrou. Vale muito a pena”, garante o produtor.
Segundo a Embrapa Pecuária Sudeste, enquanto o produtor recebe R$ 0,97 pelo litro do leite comum, a indústria paga R$ 1,60 pelo orgânico. De acordo com o chefe de Transferência de Tecnologia, André Novo, o órgão oferece capacitação, preparando os produtores para gerenciar os recursos naturais nas propriedades, resolver problemas agropecuários com tecnologias sustentáveis e conciliar produtividade com conservação ambiental. “O objetivo é aumentar a produtividade de forma sustentável, com uso de soluções tecnológicas”, indica André.