Levantamento contra o Aedes aegypti
Saúde faz avaliação que indica como e onde estão distribuídos e a quantidade de focos de larvas do mosquito transmissor da dengue por imóveis
Cerca de 100 agentes de controle de vetores estão percorrendo os bairros de Ribeirão Preto para realizar a ADL (Avaliação de Densidade Larvária), que tem por finalidade determinar como estão distribuídos e a quantidade de focos do mosquito Aedes Aegypti no município. “Estamos com menos de dez casos em dezembro, mas as chuvas constantes nos preocupam”, afirmou Maria Lucia Biagini chefe da Divisão de Controle de Vetores da Secretaria da Saúde.
Esta é uma atividade feita por amostragem em todo o município três vezes ao ano e visa a levantar o Índice de Breteau, Índice Predial e o Índice de Recipientes. “São avaliados imóveis residenciais, comerciais, prédios com mais de um pavimento e obras ativas ou abandonadas, mas que contenham pelo menos laje”, explicou.
Todos os tipos de recipientes encontrados dentro da residência são anotados pelos Agentes como, por exemplo, prato para vaso de planta, vaso de planta, recipientes naturais, pneus, caixa d’água ligada à rede, depósito não ligado à rede, bebedouros, ralos pluvial e comum, além de calhas e lajes.
“Também são anotados vasos sanitários, piscinas, gargalos de garrafas no muro, fontes, caixas de contenção, cercas de bambu, tanques, cubas de inox, orifícios no chão, poço de elevador, colunas, poços de drenagem, bebedouros de animais e materiais inservíveis e todo material que o morador define como não inservível, porém é encontrado exposto a céu aberto nos quintais das residências e passível de serem retirados”, contou Maria Lúcia.
O trabalho será realizado em 6.600 imóveis, divididos em dez regiões do município. “O trabalho de campo deve demorar 15 dias e precisamos de outros 15 dias para fazer a compilação dos dados”.
O último levantamento de ADL realizado pela equipe de Controle de Vetores foi em outubro do ano passado. Naquela ocasião o Índice de Breteau foi de 2,65, o predial de 2,24 e o de recipiente 2,71. “Este último mostra que entre 70% e 80% dos focos estão dentro dos domicílios”, ressalta Maria Lúcia.
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Fotos: Divulgação