Limpa e renovável
Importante fonte de geração de bioeletricidade, a biomassa de cana-de-açúcar representa cerca de 7% da matriz energética brasileira, segundo a ANEEL
A bioeletricidade sucroenergética mostra, na prática, como contribuir para garantir o suprimento de energia elétrica com sustentabilidade. Terceira fonte mais importante da matriz energética brasileira, a biomassa de cana-de-açúcar (bagaço e palha) atingiu, em maio, 10 mil MW de potência e em capacidade instalada, fiscalizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Essa produção corresponde a 7% do total gerado no país.
A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) aponta que, em 2014, somente o volume de bioeletricidade exportado para o sistema elétrico, sem considerar o volume gerado para o autoconsumo, evitou a emissão de mais de oito milhões de toneladas de gás carbônico (CO2). Para Zilmar de Souza, gerente em Bioeletricidade da associação, esta fonte pode ser uma das soluções para suprir, de forma sustentável, a matriz elétrica brasileira.
Este será o tema de sua palestra no primeiro Seminário sobre Biomassa de Cana-de-açúcar, que acontecerá em Ribeirão Preto, nos dias 12 e 13 de agosto, no Centro de Cana do Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Além do mercado para uso da biomassa, a extensa programação de palestras e debates foi dividida em três blocos: técnicas e equipamentos para aproveitamento da palha da cana e uso e industrialização da biomassa para produzir energia.
Texto: Rose Rubini
Foto: Tadeu Fassel/Unica