Luiza Meirelles
Muitos Ciclos em um Breve Recorte
A minha chegada à Revide aconteceu quando decidi que era hora de voltar para perto da família, depois dos anos de faculdade em São Paulo, seguido de um breve intercâmbio para afiar o inglês. Esse encontro aconteceu em maio de 2006, poucas semanas antes da publicação da minha primeira capa. A entrevista com a artista plástica Weimar Amorim foi o destaque da edição 303 e ficou guardada em um canto especial da memória, servindo como marco da minha experiência na revista. Naquele momento, no entanto, não poderia imaginar que a minha ligação com a publicação seria tão intensa ou, muito menos, que duraria tanto tempo.

Naquele ano — o dos meus 23 — a Revide completaria sua segunda década de história, o que já seria um feito e tanto. Mas eu logo percebi que aquela trajetória estava longe do fim. Muito pelo contrário. A chegada de novos profissionais era cotidiana, assim como a apresentação de novos projetos para a edição que, há pouco, havia retomado a periodicidade semanal. A energia do dia a dia era mais do que positiva e não demorou muito para que eu me sentisse parte da revista e fizesse dela parte importante da minha vida.
Com o passar dos anos, a redação e os demais departamentos da publicação foram ganhando volume, assim como a própria publicação. Cadernos semanais voltados aos principais mercados da cidade marcaram época e solidificaram ainda mais o nome da Revide em Ribeirão Preto e também na região. Mais adiante, as páginas da publicação passaram a imprimir entrevistas e matérias especiais, nunca perdendo de vista um de seus principais objetivos — se não o principal: ter como personagens principais as pessoas e os fatos locais. Vi de perto e participei, ainda, do lançamento de outras publicações, como RD - Revide Decoração e RS - Revide Saúde, que consolidaram a marca como editora.
Como jornalista, tive a oportunidade de conhecer muitas pessoas, entre entrevistados, parceiros e colegas de profissão. Boa parte delas — especialmente com as quais dividi meu dia a dia dentro da redação — me garantem momentos de muita saudade e máxima gratidão. Pessoalmente, a Revide me ajudou a descobrir diversos aspectos sobre mim mesma — nem sempre positivos, confesso. Mas como a lei nos garante o direito de não produzir provas contra nós mesmos, destaco a força e o foco que desenvolvi graças às inúmeras e intensas quartas-feiras de fechamento que encarei ao lado da equipe.
Mais precisamente, foram 649 edições concluídas. Afastei-me da Revide depois de encerrada a edição 946, a última de 2018. Esse ciclo foi fechado para que eu pudesse me dedicar à maternidade com a mesma intensidade que se tornou uma marca profissional. Hoje, Miguel, de quase cinco anos, e Francisco, que acabou de completar seus primeiros 12 meses, preenchem integralmente meus dias, pelo que sou muito grata.
A Revide segue sua trilha marcada pela capacidade única de se recriar, lançando novos produtos e se fortalecendo cada vez mais no universo on-line. De longe, sinto-me orgulhosa por ter feito parte dessa história e faço questão cada nova conquista de um time que se renova incansavelmente. Que outras 1.000 edições com a chancela da Revide possam chegar às mãos e às telas de seus leitores e seguidores.