Luta contra a Aids

Luta contra a Aids

A campanha Fique Sabendo, voltada para o público jovem faz parte das comemorações do Dia Mundial da Luta contra a Aids

No dia 1º de dezembro, vários países comemoram o Dia Mundial da Luta contra a Aids. Essa data foi instituída como forma de despertar a necessidade da prevenção, promover o entendimento sobre a pandemia e incentivar a análise sobre a Aids pela sociedade e órgãos públicos.

No Brasil a data passou a ser comemorada a partir de 1988, por decisão do Ministério da Saúde, envolvendo os governos federal, estaduais, distritais, municipais, além de organizações sociais. A cada ano, diferentes temas são abordados, destacando importantes questões sobre a doença, como a tolerância e a compaixão às pessoas infectadas e a necessidade da prevenção.

Como parte das ações em comemoração ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, a Secretaria Municipal de Saúde irá reforçar a distribuição de preservativos em unidades de saúde e universidades e promove o mutirão para teste rápido de HIV/Aids.

“É importante trabalhar com campanhas preventivas e diagnósticos com os adolescentes. Para isso voltamos com a campanha Fique Sabendo, que é voltada para o público jovem”, diz a coordenadora do programa de DSTs Aids de Ribeirão Preto, Fátima Regina de Lima Neves.

Segundo dados do boletim epidemiológico do Programa Estadual de DST/Aids, em todo o ano de 2010 a doença matou 3.141 pessoas, o que representa uma taxa de mortalidade de 7,6 por 100 mil habitantes.
Em Ribeirão Preto desde a primeira notificação de Aids ocorrida, em 1985, até 2010 já foram diagnosticados 5.949 mil casos de portadores da doença. No ano passado a cidade registrou 129 casos e teve 59 mortos, contra 64 mortos pela Aids em 2009. Até junho deste ano, 40 novos casos de Aids foram registrados no município.

“De acordo com o boletim do Programa Estadual de DST, o número de pessoas com o vírus está reduzindo, em 2009 o índice ficou em 7,9 e em 2010 7,6. Esses números são os resultados de um trabalho que está sendo feito em todo o país, mas as campanhas não podem parar, precisamos reduzir esse índice cada vez mais”, comenta o secretário municipal da saúde Stênio José Correia Miranda.

Apesar da redução em número de mortes, a pesquisa ressalta que no número absoluto de casos calculando a proporção de infecções em homens que tem relações com outros homens cresceu 52,4% entre 2000 e 2010. Entre os heterossexuais o aumento foi de 30,5%, enquanto entre os usuários de drogas injetáveis houve queda de 73,2%.

Os dados revelam ainda que o número absoluto de pessoas com o vírus caiu pela metade na última década, a proporção de casos masculinos e femininos permaneceu estável, com dois homens infectados para cada mulher. A faixa etária predominante dos casos da doença é de 30 a 39 anos, com incidência de 32 por 100 mil habitantes.

Desde o início da epidemia, em 1980, até junho deste ano foram registrados 212.271 casos de Aids em todo o estado de São Paulo. Atualmente existe cerca de 100 mil pessoas em tratamento, sendo que cerca de 75 mil recebem o coquetel anti-aids gratuitamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Em nota a coordenadora do Programa Estadual de DST/Aids, Maria Clara Gianna informou que existem alguns casos em que a incidência do vírus é baixa e a medicação não é necessária. “Em situações cuja incidência do vírus é baixa e a medicação já não é mais necessária, fazemos um acompanhamento, o paciente faz exames a cada três meses”, explicou.

“Para combater a epidemia precisamos nos empenhar na prevenção e na detecção precoce da doença, dessa forma evita-se o contágio e caso a pessoa descubra que está com o vírus tem maiores chances de levar uma vida estável”, conclui Stênio.

A rede SUS disponibiliza o exame durante todo o ano. Para solicitar maiores informações entre em contato pelo telefone 0800 162 550.

Saiba mais
A sigla AIDS significa: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é o resultado do processo de destruição das células através das quais o organismo se defende das infecções e outras doenças. Essa destruição é causada pela ação do vírus denominado HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana).

O HIV já foi isolado no sangue, sêmen, secreções vaginais, lágrima, leite materno, líquido amniótico e urina. Porém as evidências epidemiológicas mundiais indicam que somente através de sangue, secreção vaginal, esperma e leite materno o HIV pode ser transmitido de uma pessoa a outra. Assim, a transmissão do vírus da Aids está associada aos seguintes fatores de risco: variações frequentes de parceiros sexuais que não se protegem, uso de produtos de sangue não controlados, uso de agulhas e seringas não esterilizadas.

O HIV não se transmite através de:

 

Convívio social com doentes de Aids

 

Lágrima, suor, saliva, tosse

 

Falar, aperto de mão




Beijo no rosto






Doando sangue com material descartável


Se uma pessoa suspeita que possa estar infectada, poderá submeter-se a testes específicos. O teste usado de rotina detecta a presença de anticorpos contra o vírus no sangue. É o teste Elisa. Em muitas situações há necessidade de confirmação do resultado do exame realizado por essa técnica.

Neste caso pode ser utilizada, por exemplo, a técnica de Western Blot, um dos testes confirmatórios. Quando este exame der resultado positivo, será considerado como definitivo, com possibilidade de erro reduzida.

“Se conseguirmos diagnosticar o portador do vírus ainda no começo, ofereço um tratamento desde o início”, explica Fátima Neves.

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Texto: Pâmela Silva
Fotos: Divulgação

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