Luta contra o inesperado
Foto: Lidia Muradás | Arte: Marcelo Mantovani | Make up | Hair: Platino Cabeleireiros — Edson Moraes e Yuri Curylofo
Aos 21 anos ninguém imagina que terá que enfrentar um grave problema de saúde. Despretensiosamente, notei um nódulo no seio e, por trabalhar com estética, percebi que não era normal. Apesar de ter passado por vários médicos, sem nunca vê-los desconfiar de câncer de mama — não tenho histórico na família e nenhum fator de risco —, recebi o diagnóstico positivo para o tumor. Comecei, então, um longo caminho de luta e resistência. Por ter enfrentado quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, fisioterapia, três cirurgias para mastectomia total e esvaziamento axilar, resolvi fazer o congelamento de óvulos, pois não queria que a doença impossibilitasse a realização do sonho da maternidade. Quando terminei o tratamento, soube, justamente, que havia entrado na menopausa precocemente. Cada fase foi marcada por particularidades, dificuldades, preocupações e medos, mas contei com o apoio da família — em especial, do meu pai, Clóvis Florian —, dos amigos, dos médicos e dos enfermeiros do Hospital do Amor, em Barretos, que passei a considerar meu segundo lar. Além de todos esses apoios, a fé em Deus foi primordial para minha recuperação. Foi difícil lidar com o desconhecido, lutar contra uma doença tão dura, que castiga tanto. Por tudo isso aprendi que precisamos dar mais amor às pessoas, lutar pelos sonhos e, principalmente, nunca perder a fé. Foi um momento de resiliência, de crescimento, de consciência sobre pequenos detalhes que deixamos de lado no dia a dia e que fazem tão bem à alma.”
Débora Florian, 26 anos, empresária.
