Macia e suculenta
Pesquisa da Embrapa emprega marcadores moleculares para acelerar a seleção de animais de carne mais nutritiva e menos gordurosa
Em busca do melhoramento genético, pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos, estão empregando marcadores moleculares — ou trechos do DNA responsáveis por determinar atributos hereditários — para melhorar a qualidade da carne animal, em especial, a de bovinos e ovinos das raças Santa Inês, Crioula e Morada Nova. O objetivo é possibilitar que os pecuaristas ofereçam aos consumidores uma carne com cor mais atraente, mais suculência, maior valor nutricional, menor teor de gordura e, principalmente, maciez.
Se acordo com Luciana Regitano, pesquisadora da Instituição, ao conhecer os efeitos dos marcadores sobre determinadas características da carne, faz-se um teste de DNA para prever se um reprodutor jovem tem potencial para melhorar a qualidade da carne em seus descendentes. “Isso acelera e aumenta a eficiência do processo de seleção desses animais”, frisa Luciana.
Por meio desse tipo de seleção, é possível saber se o animal tem potencial genético para maciez da carne, por exemplo, sem ter que esperar o abate dos filhos. Dessa forma, intensifica-se o uso dos reprodutores mais promissores, em vez de multiplicar uma grande variedade de animais de potencial desconhecido.
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Rose Rubini