Mãe de Joaquim também é indiciada
Ela está sendo acusada de omissão e pode ter prisão preventiva decretada
O Ministério Público (MP) não se contentou apenas com o indiciamento do padrasto do menino Joaquim Ponte Marques, de três anos, morto em novembro do ano passado, Guilherme Longo. O promotor do caso, Marcus Túlio Nicolino, também encaminhou à Justiça denúncia contra a mãe do garoto, Natália Longo.
Na denúncia, o promotor pede a prisão preventiva de Natália, por considerar que ela foi omissa ao permitir que Guilherme Longo, viciado em drogas, convivesse com o menino. A decisão sobre a prisão preventiva pode sair nesta sexta-feira, dia 3.
Natália chegou a ficar presa por 31 dias, mas foi libertada no dia 11 de novembro por força de um habeas corpus concedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). O pedido foi feito por um advogado paulistano que não atua no caso.
Guilherme Longo, indiciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver, permanece preso desde o dia 10 de novembro, em Barretos. O advogado de defesa dele, Antonio Carlos de Oliveira, tentou libertá-lo, mas a Justiça negou os pedidos. A prisão temporária dele, já prorrogada por 30 dias, vence no próximo dia 10.
O menino Joaquim desapareceu no dia 5 de novembro e seu corpo foi encontrado cinco dias depois no Rio Pardo, no município de Barretos. Só depois do encontro do corpo, e da prisão preventiva do casal, Natália passou a colaborar com as investigações e acusar o companheiro Guilherme Longo de agressões e ameaças.
Justamente por não ter tido a iniciativa já no começo das investigações e permitir a presença do padrasto em casa, é que o promotor considera que ela tem culpa, por omissão, no desaparecimento e morte do garoto. Para ele, a omissão dela foi determinante para a ocorrência do crime, porque teria elementos suficientes para prever o comportamento do companheiro, já que é psicóloga.
Revide On-line
Fotos: Arquivo Revide