Mais produtividade
Novo tipo de levedura pode aumentar em até 25% a produção de biocombustíveis de cana, além de impedir que outros micro-organismos infectem os tanques de fermentação
Uma pesquisa desenvolvida por especialistas da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) pretende suprir as necessidades do consumidor e da indústria sucroenergética. Um novo tipo de levedura deve ampliar em até 25% a produção de biocombustível de cana, sem que seja necessário expandir a área plantada.
O processo, que transforma o açúcar proveniente da matéria orgânica em etanol, é mais rápido do que o método atual e pode impedir que outros tipos de micro-organismos infectem os tanques de fermentação. A técnica também reduz o uso de antibióticos e pode diminuir em até duas horas o tempo de fabricação do etanol. Para isso, Anderson Ferreira da Cunha, um dos pesquisadores responsáveis pelo projeto, explica que são utilizadas cinco novas leveduras, fungos resistentes a uma temperatura mais alta, chegando a 42 graus.
Considerado um passo importante para a indústria canavieira, o processo pode resultar, por causa do aumento da produção, na redução de custos e, consequentemente, no preço do etanol na bomba. “Essa é uma grande demanda da sociedade”, ressalta o pesquisador, que também é docente do curso de Biotecnologia da Ufscar.