Manejo estratégico

Manejo estratégico

Tema central do I Seminário de Manejo Estratégico de Pragas Exóticas, Helicoverpa armigera pode atacar até 200 espécies de vegetais

Uma lagarta com alto poder de destruição e de dispersão tem causado graves prejuízos às lavouras de algodão, milho, soja, feijão, tomate, entre outras culturas. A Helicoverpa armigera, que tem tirado o sono dos agricultores, pode atacar até 200 espécies de plantas.  Para fomentar o debate e o treinamento sobre esta ameaça fitossanitária, a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, realizará, no dia 27 de novembro, o I Seminário de Manejo Estratégico de Pragas Exóticas.

Identificada pela primeira vez no Brasil em 2012, a lagarta já chegou à região de Ribeirão Preto, atacando principalmente as lavouras de tomates. O produtor de Cravinhos, Antônio Augusto Greggio de Cole, explica que a praga atinge o tomateiro já no estágio de colheita. Para combater a Helicoverpa, ele intensificou o controle fisiológico, aplicando um determinado grupo de defensivo químico.

José Roberto Scarpellini, pesquisador da APTA, aponta que os maiores danos foram causados nas culturas hortícolas, que não podem receber grandes quantidades de agrotóxicos. “Durante o evento, serão apresentadas palestras sobre a Helicoverpa armigera, sua identificação e diversidade, inimigos naturais, o manejo integrado de pragas e o emprego de defensivos agrícolas”, aponta o especialista. As inscrições podem ser feita no site www.infobibos.com/pragasexoticas.


Texto: Rose Rubini

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