Marcelo Veiga é confirmado no Botafogo
Veiga já dirigiu a equipe em 2013, e ele terá a companhia de Alexandre Ferreira, que assume a coordenação do futebol
Dez dias depois da eleição do novo presidente, Gérson Engracia, o Botafogo começa definir os rumos da equipe para disputa da Série D do Campeonato Brasileiro. Na tarde desta quinta-feira, 7, Marcelo Veiga foi confirmado como treinador do time, na quarta-feira, 6, o ex-técnico Alexandre Ferreira designado para função de coordenador de futebol.
Os dois têm no currículo o cargo de técnico do Pantera. Marcelo Veiga dirigiu o tricolor no Campeonato Paulista de 2013, quando classificou o clube para a Série D, embora tenha sido eliminado pelo Mogi Mirim nas quartas-de-final do Paulistão em uma goleada de 6 a 0, no Estádio Romildo Ferreira, casa do adversário. O último clube do treinador foi o Guarani, mas ele tem passagens por Bragantino, América-RN, São Caetano e Portuguesa.
Já Ferreira, que comandou o Botafogo nas primeiras rodadas do Paulistão 2015, e no vice-campeonato da Copa Paulista do ano passado, e era técnico da equipe sub-17 do clube, no estadual da categoria.
Ele conta que nessa função de coordenador está implementando a proposta do novo presidente de fazer a mescla entre atletas experientes e jogadores da base na competição nacional, por essa exigir jogadores “tarimbados”.
“Na verdade, nós temos a felicidade de colher os frutos com os meninos do sub-20. E sabemos que se dermos oportunidades, eles trarão retorno. A Série D tem a necessidade de jogadores tarimbados, porque tem jogos mais decisivos, já que nessa primeira fase apenas duas equipes avançam”, aponta Ferreira.
O coordenador também disse que os jogadores que chegarão para a próxima competição deverão ter o perfil do técnico contratado, e que isso será discutido para a realização do planejamento rumo ao acesso à Série C do Brasileiro. “Tem que ver quem encaixa mais nas necessidades do treinador”, argumenta.
Na quarta divisão do nacional, que terá início no dia 19 de julho, 40 equipes de todas as federações do País se dividirão em oitos grupos de cinco equipes que jogam em turno e returno dentro da chave para definir os classificados para a etapa seguinte.
Para baratear a logística dos clubes, a primeira fase é regionalizada, portanto equipes do sul e sudeste costumam se pegar logo de cara, enquanto os times do norte, nordeste e centro-oeste se enfrentam. Ferreira acredita que isso é uma dificuldade a mais, pelos possíveis adversários no começo da competição poder ser mais estruturados.
“Podemos enfrentar equipes de Santa Catarina, que podemos ver na Série A com quatro representantes, como a Chapecoense, que começou a trajetória do último escalão. Também times do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, que são mais estruturadas. Por isso, devemos pegar os bons valores tecnicamente da base para misturar com atletas mais experientes, porque são jogos mais decisivos”, completou Ferreira.
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Leonardo Santos (colaborador)
Fotos: Agência Botafogo