Marcha lenta
De acordo com a administração municipal, serão recapeados 110 km em 2018

Marcha lenta

Em 2017, a prefeitura de ribeirão preto conseguiu recapear apenas 3,4% da malha viária de Ribeirão Preto, ou 52 km

De acordo com os dados da Prefeitura de Ribeirão Preto, apenas 52 km da malha viária de Ribeirão Preto, composta por 1,5 mil quilômetros de vias pavimentadas, foram reformados no primeiro ano de Duarte Nogueira (PSDB) à frente do executivo municipal. Se a velocidade seguir a mesma nos próximos anos, apenas 13,6% das ruas, ou 208 quilômetros, serão recapeadas até o fim deste mandato, em 2020.

No início de 2017, com verbas provenientes do programa estadual Desenvolve SP, 28 quilômetros de ruas dos bairros Vila Seixas, Cidade Universitária e Jardim Bela Vista, Alexandre Balbo, Dom Mielle, Jardim Zara, Planalto Verde, Jardim Irajá, Jardim São Luiz, Jardim América, Vila Seixas, Adelino Simioni e Jardim Orestes Lopes de Camargo foram recuperados. 

A recuperação asfáltica começou lenta na cidade

Ainda no último ano, foram refeitos 19 quilômetros em obras do PAC, que contemplaram Jardim Itaú, Vila Elisa e Recreio Anhanguera, nas regiões Oeste, Norte e Leste, respectivamente. O Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) também realizou o recapeamento de cinco quilômetros da Avenida Antônia e Helena Zerrenner, na Vila Tibério.

Novidade
A promessa do atual governo para 2018 é recapear 110 quilômetros, distribuídos em 54 trechos propostos. A informação foi compartilhada pelo Secretário Municipal da Infraestrutura, Pedro Luiz Pegoraro. Por meio de nota ao Portal Revide, a administração informou que, no início deste ano, com recursos do Desenvolve SP, foram iniciadas, nos três primeiros meses do ano, obras de recapeamento em 20,26 quilômetros de ruas e avenidas nas regiões Norte, Sul, Leste e Oeste. 
“Além do recapeamento, a licitação para o 2º pacote do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para construção de três pontes, está em andamento, com previsão de início de obras ainda em abril. A 1ª etapa, referente à duplicação da Avenida Mugnatto Marinceck, está em andamento desde janeiro deste ano e será entregue em dezembro”, informou a nota.



Opinião do especialista 
O engenheiro civil Anderson Manzoli afirma que a realização de ações que não recuperam as vias completamente é prejudicial. “O problema é que, como toda estrutura na engenharia, o recapeamento, simplesmente, não é a solução, mas, sim, uma das soluções para um tipo de problema específico. Hoje, o recapeamento se tornou a solução para todos os problemas, mas não é”, afirma.

Segundo Anderson Manzoli, o recapeamento, isoladamente, não resolve o problema da malha viária de Ribeirão Preto

Para o engenheiro, antes de mais nada, é preciso que haja diálogo entre todas as secretarias do Executivo. “De nada adianta fazer um estudo viário de determinada região se, depois do trabalho executado corretamente, de acordo com as normas, que poderia durar de 10 ou 15 anos, outra secretaria visitar o local e quebrar o asfalto para resolver outros problemas. A falta de conversa entre os responsáveis pelas obras da cidade pode prejudicar o resultado final”, avalia Anderson.

Para o especialista, é preciso deixar claro que o recapeamento visa a um tipo específico de melhoria. “Recapeamento serve para quando o problema é superficial, ou seja, a estrutura do pavimento ainda está boa. Isso porque a rodagem dos carros causam um desgaste natural, que depende de uma manutenção para acertar a camada superficial do asfalto”, finaliza o engenheiro. 

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