Meio Ambiente avalia árvores com risco de queda

Meio Ambiente avalia árvores com risco de queda

Extração de árvores servirá para evitar acidentes e manter a segurança de pedestres

O levantamento de várias árvores de praças, ruas e avenidas de Ribeirão Preto e o diagnóstico de risco de quedas estão a todo vapor, segundo informou a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

A avaliação, que começou em janeiro deste ano com o estudo das 211 árvores da Avenida Nove de Julho (e culminará com a extração de 15 sibipirunas até março por apresentarem risco de queda) se estendeu para a Praça XV de Novembro no início do mês. A Secretaria do Meio Ambiente realizou o levantamento e identificou sete espécies condenadas, além de 20 outras árvores plantadas de forma irregular.

Tais como as 22 árvores que serão extraídas, a condenação das mesmas equivale pelo risco de queda que elas oferecem à população em geral que frequenta a Nove de Julho e a praça XV de Novembro. O diagnóstico feito por engenheiros da secretaria apresentou danos e rachaduras nos troncos, local inadequado das espécies, raízes expostas e inclinação acentuada.

O arquiteto e urbanista José Antônio Lanchoti (foto) afirmou que a medida tomada é uma boa solução para prevenir acidentes. Segundo ele, a necessidade de identificação de árvores com risco de queda é para o benefício coletivo, embora a extração de algumas espécies, podas e obras incomodem as pessoas. “A gente acha que está tudo ótimo, mas na verdade uma árvore pode cair com uma ventania, tivemos casos das palmeiras que caíram na [avenida] Jerônimo Gonçalves. É preciso fazer esse diagnóstico”.

O levantamento arbóreo, que contribui para identificar as espécies danosas, revela também quais outras serão extraídas ou somente podadas. De acordo com assessoria de imprensa da prefeitura municipal, que emitiu nota nesta sexta-feira (14) sobre a última reunião do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Condema), realizada na tarde da quinta-feira, o projeto de avaliação das árvores vai se expandir agora para as praças do quadrilátero central de Ribeirão Preto.

As praças Bandeiras (Catedral), Luís de Camões, Tiradentes, Visconde do Rio Branco e Praça Sete de Setembro estarão em avaliação até o final de fevereiro.

A nota informou também que o levantamento das árvores da Praça Carlos Gomes já foi concluído. O resultado da identificação apresentou risco de queda de sete espécies, as quais foram extraídas pela Coordenadoria de Limpeza Urbana em conjunto com as obras do Calçadão. Toda extração recebe laudo técnico e autorização de engenheiros agrônomos e florestais da Secretaria do Meio Ambiente, correspondente ao Artigo 175 do Código Municipal do Meio Ambiente pela Lei Complementar nº 1.616 de 19 de janeiro de 2004.

O secretário do Meio Ambiente, Daniel Marques Gobbi, afirmou, por meio de assessoria, que 70 mudas de espécies nativas serão replantadas nas localidades onde houve extração. Para Lanchoti, a escolha adequada da árvore é um dos cuidados necessários para não ocorrer risco de quedas. “Tem que se observar o solo, o local, se tem muito ou pouco sol, e depois tem que tomar cuidado com a forma que planta. Tem pessoas que plantam dentro de manilhas para direcionar a raiz da árvore e isso só atrapalha, mata a espécie”, explicou.

Após a região central, praças da Vila Tibério, Vila Virgínia, Santa Cruz e Campos Elíseos serão as próximas avaliadas pela secretaria, que na sequência, fará demais levantamentos dos bairros próximos; os canteiros centrais das avenidas Independência, Presidente Vargas, Francisco Junqueira e Costábile Romano estão na lista de avaliações. Caso o diagnóstico aponte risco de queda e seja necessária a extração de mais espécies, a nota afirma que um número mais elevado de árvores será replantado em cada local.

Revide Online
Texto: Fernando Belezine
Fotos: Arquivo Revide e divulgação

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