Melancolia e filosofia no palco
Camila Garófalo, nascida em Ribeirão Preto, aposta em composições com características melancólicas e filosóficas para seu rock dramático
O som que Camila Garófalo canta é definido por ela como “rock dramático”. Inspirado em temas sombrios e com profundidade filosófica e poética. Canções neste estilo fazem parte do disco autoral Sombras e sobras, recentemente lançado por ela. “Todas as letras são compostas em lá menor, que já tem características melancólicas. E as letras também tem essa temática”, explica Camila.
Ela aponta The Doors, Nirvana, Rita Lee, Cazuza e Cássia Eller como exemplos neste estilo. “Cazuza e Cássia são referências para mim neste sentido”. Além deles, também citou artistas da cena independente que a influenciaram gravar o álbum, tais como Otto, integrante da formação original de Nação Zumbi, Tulipa Ruiz, Céu e Karina Buhr. “A Karina tem uma pegada bem rock’n roll, mais parecido com que faço”, compara.
Camila é nascida em Ribeirão Preto, mas vive em São Paulo há sete anos, onde foi estudar publicidade e propaganda, mas acabou trabalhando como jornalista cultural, que foi o que despertou a vontade de cantar profissionalmente. “Sempre cantei, mas nunca me senti preparada. Praticamente, desde criança componho, e também estudava música”, afirma.
A cantora “culpa” a experiência com o jornalismo um elemento que a fez se sentir preparada para os palcos. “Me aproximei dos músicos de outras maneiras. E a música também tem seus elementos de marketing”, e fala que nesta área conheceu os outros músicos que fazem parte da banda que toca com ela, que são Rafael Castro (guitarra), Fabiano Boldo (baixo), Filipe Franco (teclado) e Juliano da Costa (bateria), e os produtores Danilo Prates, Dustan Gallas e Bruno Buarque.
Entre este período que viveu na Capital do estado, Camila trancou a faculdade, e foi se aventurar em Londres, no Reino Unido. Na terra da rainha, ela conheceu músicos brasileiros que se apresentavam em bares na cidade. “Conheci um músico, de Caxias do Sul (RS), que gostava do jazz polonês dos anos 1970, e de outras canções com essa pegada”, descreve outro fator, que segundo ela, contribuiu para sua formação artística.
Antes de ser lançado, Sombras e Sobras foi apresentado em festivais do interior do Estado de São Paulo e casas noturnas independentes da capital paulista. Em Londres, foram dois shows no Primo Bar Live Music, com casa cheia.
O videoclipe da música Sobras pode ser conferido aqui (https://www.youtube.com/watch?v=9t7QvY9oMUQ).
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Leonardo Santos (Colaborador)
Fotos: Divulgação




* Publicado em 15/08/2014