Melhoria dos canaviais
Para Ridesa, que responde por cerca de 60% da cana plantada no país, manejo adequado é fundamental para o aumento da produtividade
Optar por variedades de cana que atendam às características da região é fundamental para o aumento da produtividade. Para o professor Hermann Paulo Hoffmann, coordenador do Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar (PMGCA), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), manejo adequado, uso de mudas sadias, preparação e adubação correta do solo são alguns passos importantes para atender às novas exigências da agroindústria canavieira.
A UFSCar é ligada à Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroenergético (RIDESA), que realizou, no dia 4 de dezembro, um encontro técnico em Ribeirão Preto para apresentar os mais recentes trabalhos dos pesquisadores na área de variedades de cana de açúcar. Voltado aos profissionais de usinas e a fornecedores de cana conveniados à RIDESA, o evento apresentou os principais resultados das pesquisas em andamento nas universidades que compõem a rede e visam à melhoria dos canaviais.
Entre as principais variedades RB apresentadas, seis delas estão sendo cultivadas e multiplicadas nas usinas de São Paulo há cerca de três anos. Entre elas, segundo Hermann, cinco são médias tardias, indicadas para colheita a partir de julho, e uma é precoce, com corte de abril a junho. Apesar dos índices de produtividades ainda serem pequenos, entre 3% e 4%, em média, o pesquisador aponta que o produtor ganha na proporção do volume de área cultivada e na qualidade final da planta.
Além da Universidade de São Carlos, outras nove instituições atuam no desenvolvimento tecnológico da cana de açúcar, principalmente nas pesquisas de novas variedades. O professor lembra, ainda, que hoje as variedades RB lançadas pela RIDESA respondem por mais de 60% da cana plantada no país, sendo que, das dez principais variedades, sete são RB.
Textos: Rose Rubini