Meliponicultura
“Dependendo da região e da espécie de abelha, o litro pode custar entre R$ 100,00 e R$ 120,00”, sugere Ricardo

Meliponicultura

Opção rentável e muito nutritiva, mel de abelhas sem ferrão pode ser obtido a partir de pequena produção feita em apartamentos com sacadas

Pela sua docilidade e rusticidade, as abelhas sem ferrão (ASF) vêm conquistando o produtor brasileiro interessado na meliponicultura. Algumas espécies, como a jataí, podem ser criadas e manejadas em ambientes urbanos, em casas e apartamentos, nas escolas e praças públicas, jardins de condomínios, entre outros locais. Essas abelhas, que pertencem ao grupo Meliponini, constituem mais de 400 espécies no mundo — no Brasil, existem cerca de 300. 

Ricardo Costa Rodrigues de Camargo, biólogo e pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, recomenda que o entorno de onde as colônias de ASF serão instaladas tenha boa oferta e disponibilidade de plantas que forneçam néctar, pólen e resina.  “Inúmeras plantas ornamentais, como amor agarradinho, coroa de cristo, além de árvores como sibipiruna, quaresmeiras e frutíferas, entre outras, são excelentes fontes de alimento para as abelhas”, orienta.

Espécies como jataí, mandaçaia, Mandaguari e uruçus são excelentes produtoras de mel, enquanto outras produzem mais pólen ou própolis. Os méis de ASF são mais suaves e aromáticos. “Dependendo da região e da espécie de abelha, o litro pode custar entre R$ 100,00 e R$ 120,00”, acrescenta o pesquisador. Para difundir a meliponicultura, a Embrapa realiza um dia de campo em sua sede, em Jaguariúna, no dia 30 de novembro. Após o evento, um curso será ministrado nos dias 6 e 7 de dezembro. Mais informações pelo tel.: (19) 3311.2700. 

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