Mercado hoteleiro
Apesar de ser um polo econômico do interior e de sediar grandes eventos, nas mais diversas áreas, ainda há espaço para hotéis em Ribeirão Preto
Prestes a comemorar 158 anos, Ribeirão Preto, conhecida por abrigar grandes eventos nacionais e internacionais e por despontar como polo efervescente de negócios, ganha fama a cada ano. Com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado alto pelos parâmetros de pesquisa, a cidade é o 7º município mais populoso do interior do Brasil, sendo a 17º maior do Brasil em área urbana. Em 2011, Ribeirão Preto registrou um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 18,4 bilhões, número que a colocou na 31ª posição no ranking das cidades mais ricas do País: em 10 anos (2001 e 2011), a geração de riquezas da cidade triplicou, segundo dados do Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Seja pela intensa produção econômica, apoiada no agronegócio, na indústria, no comércio, em serviços e no turismo de negócios ou ainda pelos vários atrativos culturais e esportivos, a cidade, com quase 650 mil habitantes, tem notoriedade e repercussão nacional. O acelerado desenvolvimento ribeirãopretano atrai cada vez mais empresas e profissionais de todo o país, o que injeta novos investimentos e contribui para o crescimento econômico local e regional.
Seguindo esse ritmo de expansão, o setor hoteleiro é um dos que mais cresce na cidade. De acordo com Jorge Luiz Costa Duarte, diretor da Cohotel Consultoria Hoteleira, responsável por um estudo do setor, o mercado é promissor devido, principalmente, ao segmento de turismo de negócios. “Porém, não possuía uma oferta hoteleira condizente, com a quantidade adequada e propriedades novas, modernas e localizadas em regiões de expansão”, avalia o especialista. Segundo Duarte, um dos primeiros hotéis de cadeia internacional a se instalar no município foi a Rede Ibis. “É realmente um fenômeno de ocupação pela localização e pela marca hoteleira. Há também o Sleep Inn, localizado no Novo Shopping. Nos dois, não se encontram mais quartos para venda no sistema de investimento em empreendimento hoteleiro”, destaca. O executivo afirma que esta é uma forma lucrativa de investir que vem crescendo gradativamente no País, com retornos bastante atrativos frente ao tradicional investimento em imóveis residenciais.
Duarte aponta que a cidade conta atualmente com um parque hoteleiro com média de 15 anos de atuação, sendo que apenas três unidades são de cadeia internacional. Mesmo contando com os hotéis em funcionamento e os recém-inaugurados, durante os principais eventos da cidade e da região, como Agrishow, Fenasucro e Festa do Peão de Barretos, por exemplo, as ocupações dos hotéis chegam ao máximo, inclusive nas cidades vizinhas. O diretor mostra, ainda, que a economia de Ribeirão Preto comportará, nos próximos quatros anos, novas ofertas, que preencherão uma lacuna com propriedades modernas e marcas reconhecidas no cenário internacional.
Rentabilidade em alta
Quando se pensa em investimentos, a opção por unidades hoteleiras passa a ser a ‘bola da vez’ também em Ribeirão Preto. Este nicho de mercado é rentável tanto para empresários quanto para pessoas atentas com um planejamento financeiro eficaz. É o que indica Leonardo Gazini Facchini, planejador financeiro. Na sua ótica, este é um tipo de produto com excelentes resultados para dar sustentação ao patrimônio. “É uma nova tendência do mercado investidor que está evoluindo e gerando retorno de capital mais rápido”, completa Carlos Frederico Marques, presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Ribeirão Preto (SHRBS-RP), que compartilha da mesma opinião.
Para se ter uma ideia do quanto este tipo de investimento é viável, vale um comparativo levantado pelo planejador financeiro. No mercado nacional, por exemplo, os investimentos mais seguros — com menor oscilação nos rendimentos — são os atrelados à taxa SELIC. Já no empreendimento hoteleiro, o investidor receberá os lucros de um conjunto de serviços oferecidos pelo hotel, não se limitando apenas à locação dos quartos. “Outra vantagem para o investidor é que não é preciso se preocupar com manutenção e conservação do imóvel, administração e burocracia dos tramites do aluguel convencional”, destaca Facchini.
Além da rentabilidade, mais um benefício é que os rendimentos no segmento hoteleiro têm a renda atrelada a um lastro em imóvel. Segundo o planejador financeiro, a expectativa a médio e a longo prazo é que o investimento em quartos de hotéis tende a superar a rentabilidade das outras opções atreladas à taxa SELIC ou a imóveis tradicionais. “A possibilidade de não obter renda mensal com um imóvel de hotelaria é praticamente nula. Diferente de quem investe em imóveis, que, quando desocupados não geram receitas, pelo contrário, ainda há despesas com manutenção, IPTU ou até condomínio”, alerta o planejador financeiro.
Por que investir?
Alguns fatores levantados por Jorge Luiz Costa Duarte, diretor da Cohotel Consultoria Hoteleira, comprovam que o investimento no mercado hoteleiro é certeiro.
• Facilidade de locação x imóveis residenciais e comerciais;
• Manutenção e atualização constante do imóvel pela administradora;
• Maior potencial de valorização do imóvel quando comparado a salas comerciais.
CDB ou Rede Hoteleira?
Para o planejador financeiro, ambos são bons produtos para quem se propõe investir e devem ser contemplados quando o assunto é diversificação. “O que percebo é que as pessoas deixam dinheiro além do necessário no CDB, em Fundos DI e em Renda Fixa, CDI, basicamente por falta de conhecimento. Uma boa análise do contexto familiar e pessoal é capaz de criar uma estratégia que permita alocar parte dos recursos em busca de uma maior rentabilidade. A opção de investimento em empreendimento hoteleiro aparece como uma boa alternativa para ativar essa rentabilidade a longo prazo”, avalia Facchini.