Mesa Seminova
Vereadores optam por manter mesmo grupo na direção da Câmara e elegem mesa diretora pautados pela governabilidade
Lincoln Fernandes (PDT) foi reeleito para o cargo de presidente da Câmara dos Vereadores de Ribeirão Preto. Ele venceu Fabiano Guimarães (DEM) por 19 votos a cinco. O primeiro vice-presidente será Alessandro Maraca (MDB); o segundo vice, Paulinho Pereira (CID); Renato Zucoloto (PP) será o primeiro secretário; e Orlando Pesoti (PDT), o segundo secretário. Antes do início da votação, a composição da mesa já circulava entre os parlamentares e a vitória era dada como certa. A única mudança foi entre Pesoti e Maraca — depois de uma longa conversa, Pesoti aceitou ceder o cargo de ao colega. Essa será a segunda vez de Maraca na mesa diretora e a terceira de Pesoti.
Nas semanas anteriores, o nome de Guimarães, que já foi cotado como um dos favoritos, foi desidratado pelos pares. Guimarães compõe o grupo que é maioria na Casa, o grupo dos 17, o mesmo de Fernandes. Nos bastidores, parlamentares comentam que a disputa pelo cargo gerou discussões acaloradas em reuniões a portas fechadas. Além disso, opositores do prefeito Duarte Nogueira (PSDB) acreditam que com Guimarães na presidência, a Prefeitura teria mais poder sobre a Câmara em pleno ano eleitoral. Para obter consenso, foi montada uma mesa “mista”, com Zucoloto e Pereira, que fazem parte do grupo de "oposição" ao do presidente reeleito.

No primeiro discurso como presidente reeleito, Fernandes buscou a conciliação e estabelecer a governabilidade. Ele declarou que não há racha nem "grupo A, B ou C" na Câmara e agradeceu ao concorrente Fabiano Guimarães e aos demais parlamentares. "Nenhum parlamentar, independentemente, de linha política, encontrou, nessa atual mesa e nas mesas anteriores, qualquer obstáculo que o pudesse barrar seus ideais ou pensamentos. Ou seja, há um respeito mútuo. Ninguém procura atrapalhar ninguém, por motivos pessoais ou algo do tipo", disse. Já Guimarães parabenizou Fernandes pela vitória e fez um discurso em prol de um parlamento forte. "Uma Câmara e forte é essencial para a democracia. Eu reconheço a minha derrota e exalto a democracia", declarou.
Texto: Paulo Apolinário