Métodos de estudo
Adolescentes organizam as agendas de estudos para obter o melhor rendimento possível em todas as disciplinas escolares
Depois de entrar em uma concorrida faculdade, tudo parece ser fácil. Entretanto, o caminho para vencer os mais exigentes vestibulares requer muita paciência e organização. Entre aulas e livros, jovens driblam a ansiedade e a falta de tempo, procurando encontrar a melhor forma para absorver um grande volume de conhecimento.
De acordo com o coordenador geral do Colégio Einstein, Eduardo Gula Sobrinho, só quem estuda aprende. “Na escola, os alunos assistem às aulas e passam a entender os conteúdos. Mas para aprenderem de fato, é necessário muito estudo. Cabe aqui a máxima dos educadores: ‘aula assistida hoje, aula estudada hoje’. Dessa forma, as informações retidas no hipocampo, muito importante para a memória a curto prazo, são armazenadas no córtex, parte do cérebro fundamental para a memória de longo prazo”, explica o profissional.
Usando essa metodologia, Naira Di Guseppe, de 17 anos, revisa a matéria diariamente desde o primeiro colegial. “Quando não acumulamos conteúdo, fica mais fácil de entender e apreender as disciplinas cobradas. Costumo re-escrever tudo o que os professores transmitem em sala de aula, o que também ajuda muito”, declara a estudante do terceiro colegial, que costuma estudar em uma mesa, em um local bem iluminado e silencioso.
O tempo de estudo não precisa ser longo, porém intensivo. É fundamental escolher um ambiente apropriado para que o estudante não tenha sua atenção desviada, não perca o foco. “Além disso, deve-se evitar estudar apenas as matérias que mais gosta, o que é uma grande armadilha. Outro fator importante para o aproveitamento do tempo de estudo é respeitar seus limites. Por exemplo, quando você lê um texto e, no meio, percebe que não está mais prestando atenção, é hora de parar, pois você está cansado e a partir deste momento seu estudo não terá mais o mesmo aproveitamento”, complementa Gula.
Esclarecer para a família e para amigos que está se dedicando aos estudos foi uma solução encontrada por Enrico Restini, de 17 anos. De acordo com o jovem, é muito importante ter esse momento respeitado por todos. Outra dica é utilizar recursos diferentes, que podem ajudar a gerar maior interesse pelo estudo.
“Atualmente, os materiais didáticos disponibilizam ferramentas muito úteis, principalmente na forma de conteúdo digital”, complementa o coordenador. A solução ajudou o Aaron Papa de Morais, de 17 anos. “Quando acabo as resoluções dos exercícios, entro no site do colégio e já confirmo todas as respostas e soluções. Caso eu não entenda, vou aos plantões de dúvidas oferecidos pela escola”, explica o estudante, alertando para o autocontrole na internet. Gula dá uma última dica: para aprender os conteúdos estudados, deve-se gastar papel, caneta e lápis, pois só se aprende fazendo.
ALGUMAS DICAS PARA MELHORAR OS ESTUDOS
- Estude porque aprender é uma aventura.
- Fixe o lugar e as horas em que estuda. Isso ajuda a criar o hábito do estudo.
- Não faça longos períodos de estudos. É importante fazer um intervalo para relaxar e tomar um lanche.
- Prepare os equipamentos para estudo: livros, papéis, canetas, lápis, dicionários. Cuide também do ambiente (luz, calor, vento, ruídos). Não deixe que as circunstâncias atrapalhem.
- Quando iniciar os estudos, avise a todos em casa. Não interrompa os estudos por qualquer coisa. Convença-se de que estudar é um trabalho pesado.
- Durante o estudo, faça desenhos, diagramas, esboços do assunto. A visualização facilita muito a compreensão e ajuda a fixação.
- Estude em grupo, com mais alguns colegas (de dois a quatro). Duas cabeças pensam melhor que uma. Converse sobre o que foi estudado, mas tome cuidado com a dispersão.
Texto: Mariana Secaf | Fotos: Carolina Alves