Moda nas mãos

Moda nas mãos

Esmaltes, em suas mais diversas cores e tonalidades, viram febre entre as adolescentes antenadas com o mundo fashion

Fazer as unhas pelo menos uma vez por semana já virou mania entre adolescentes e jovens, que querem experimentar cada novidade que chega ao mercado. Colecionando cores para todos os estilos, as jovens transformaram o hábito feminino em um complemento fashion indispensável, atualizando o estoque sempre que surgem lançamentos.

Apaixonada por esmaltes, Victoria Fusita Bernardini, de 10 anos, já perdeu as contas de quantos tons ela possui em casa. “Uma vez por semana faço a unha e sempre aumento o meu estoque de opções. É impossível não comprar as novidades, já que as cores são maravilhosas”, declara a assídua consumidora. As cores neutras, bem clarinhas ou brancas prederam força e estão cada vez mais distantes das mãos da maioria das adolescentes. Definitivamente, a variedade de tons e lançamentos invadiram os salões de beleza.

Beatriz Gonçalves da Matta, Bárbara Balieiro e Nathalia Machado Luís conversam muito sobre o tema. Para elas, as unhas coloridas complementam qualquer produção. “Hoje tudo é permitido. Por isso, passar qualquer tipo de cor nas mãos não impede a produção com uma roupa colorida também”, conta Beatriz, que se arrisca com as famosas misturinhas, mesclando dois tons de esmalte para chegar a uma determinada coloração.

Apesar da febre, é preciso cautela. De acordo com o dermatologista Renato Soriani Paschoal, os esmaltes são causas comuns de alergias em todas as faixas etárias. “Eles possuem substâncias em sua composição responsáveis pelo aparecimento de lesões avermelhadas, elevadas e descamativas nas mãos, no pescoço e na face. É a dermatite de contato”, explica o profissional. Dr. Renato esclarece que a doença pode ser descoberta durante uma consulta com o dermatologista e confirmada através de exames. Quando há uma reação alérgica com os esmaltes, a usuária deve recorrer a um médico e fazer um tratamento baseado em cremes específicos e, principalmente, excluir o uso dessas substâncias. “Existem esmaltes hipoalergênicos, que não causam alergias. Essa opção atualmente é bem variada em cores e tons”, complementa o dermatologista.

Atenta aos cuidados necessários, Nathalia assume que durante alguns períodos evita passar esmalte. “Fui orientada pelo dermatologista de que é importante deixar a unha respirar. Para não ter problema, evito passar qualquer cor de esmaltes por algumas semanas”, declara a estudante. Dr. Renato acrescenta que, durante a adolescência, a remoção da cutícula também deve ser evitada ou realizada com muita cautela. “Para escolher os produtos corretamentes, faça uma cuidadosa leitura do rótulo e verifique se a marca possui registro na ANVISA”, conclui o profissional.

Texto: Mariana Secaf
Fotos: Juliana Buosi

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