Mortalidade de abelhas
O projeto Colmeia Viva mapeou as abelhas para levantar dados sobre a mortalidade

Mortalidade de abelhas

Pesquisadores apontam principais fatores que causam a perda de colmeias e, ainda, caminhos para incentivar o diálogo entre agricultores e apicultores

Com a participação da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o projeto Colmeia Viva mapeou as abelhas para levantar dados sobre a mortalidade, com indicação dos fatores que contribuem para a perda dos enxames no Estado de São Paulo. Ao longo de três anos de pesquisa, foram realizados 222 atendimentos voltados aos agricultores e criadores de abelhas, sendo 107 visitas ao campo para analisar as práticas agrícolas e apícolas. Foram coletadas 88 amostras, sendo que 59 delas (67%) apresentaram resíduos de produtos químicos. O resultado, segundo a líder do projeto, Paula Arigoni, mostra que há casos de uso incorreto na lavoura e fora dela também. “Esse fato pode estar relacionado à questão do enfraquecimento da colmeia, ao aumento da suscetibilidade das abelhas e à falta de práticas apícolas profissionais”, destaca Paula. 

“Pesquisa detectou contaminação química nas abelhas analisadas”, lamenta Paula

Todas essas informações deram subsídios para a produção de um manual de boas práticas com mais de 70 dicas e manejos agrícolas e apícolas. O trabalho inclui técnicas amigáveis às abelhas, incentivo de visitação nas culturas agrícolas, localização segura para a instalação de apiários, medidas de proteção dos apiários, manejo apícola e fontes de alimentação e comunicação entre apicultores e criadores desses insetos.  “A publicação está disponível, gratuitamente, no site. Além disso, seguimos com um plano nacional de boas práticas que contribui com mudanças positivas no campo em todo país”, reforça a responsável pelo Colmeia Viva. 

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