Movimento grevista continua
A RITMO confirmou que às 9h30 da manhã de hoje, metade da frota voltou a circular em todas as linhas da cidade
A greve dos motoristas do transporte coletivo continua pelo terceiro dia em Ribeirão Preto. No entanto, para o cumprimento da decisão judicial, que exige o retorno de 50% da frota, na manhã desta quarta-feira, alguns ônibus voltaram a circular.
A central de atendimento da Rede Integrada do Transporte Municipal por Ônibus (RITMO), confirmou que às 9h30 da manhã de hoje, a quantidade exigida judicialmente, de 50% dos ônibus, voltou a circular em todas as linhas da cidade, mas ainda não será possível informar os horários.
Proposta recusada
A proposta de reajuste de 9% sobre o piso salarial da categoria e sobre a gratificação pela dupla função — de cobrador e motorista — apresentada pelo Juiz Henrique Damiano, durante audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho, em Campinas, na tarde desta terça-feira (04), foi recusada pelos motoristas em reunião realizada na manhã de hoje.
A audiência, realizada ontem, foi uma tentativa de reconciliação entre o Sindicato dos Empregados em Empresas de Transporte Urbano e Suburbano de Passageiros de Ribeirão Preto (SEETURP) e as empresas do consórcio Pró-Urbano.
Segundo João Henrique Bueno, presidente do SEETURP, a proposta foi recusada pelos motoristas pois não contempla a proposta inicial da categoria. Os motoristas pedem reajuste de 16% no salário, aumento do prêmio concedido para o motorista cobrar as passagens de R$ 269 para R$ 500, aumento do vale-alimentação de R$ 430 para R$ 500 e participação nos lucros de R$ 600.
“O que eles ofereceram foi um aumento no piso salarial de 1,4 mil reais para 1.535 mil reais e o prêmio pela dupla função de R$ 269 reais para R$ 293,73. Essa proposta foi recusada”, afirma.
Segundo Bueno a cidade tem hoje alguns ônibus rodando, mas o presidente reforça: “o movimento grevista continua”, conclui.
Solução
O vice-presidente do SEETURP, Alcides Lopes de Souza Filho, afirma que, caso as empresas do consórcio Pró-Urbano aceitem a proposta de incorporar o valor de R$ 293,73 ao salário dos motoristas, a categoria aceitaria por fim à paralisação. “Do contrário, teremos uma nova audiência no TRT, em Campinhas, nesta quinta-feira (06)”, diz.
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Fotos: Júlio Sian