Mudança com responsabilidade
Colégio Pequeno Príncipe deu exemplo de cidadania e respeito ao meio ambiente ao extrair de forma correta as últimas figueiras plantadas
A direção do Colégio Pequeno Príncipe deu exemplo de cidadania e respeito ao meio ambiente ao extrair de forma correta as últimas figueiras plantadas no entorno da escola. Por serem de uma espécie de crescimento acelerado e raízes extensas, as árvores degradaram a calçada e prejudicaram a tubulação de água, gerando vazamentos devido à invasão de suas raízes, além de atraírem muitos morcegos, por conta dos frutos abundantes.
A decisão pela erradicação das plantas aconteceu em 2012 e, segundo a diretora Maria Auxiliadora Ferreira de Oliveira, os trâmites legais, exigidos pela legislação ambiental municipal, foram seguidos. Alertada pela Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) e pelo Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (DAERP), por conta dos danos gerados pelas árvores, que não são adequadas para plantio em áreas próximas às edificações, a Escola optou por substituir as plantas. O primeiro passo foi a solicitação junto à Secretaria Municipal do Meio Ambiente para que fizesse o levantamento técnico, apontando outras espécies mais indicadas para a reposição.
Diagnosticado o problema, as primeiras oito árvores foram retiradas no final do ano passado e já foram repostas por murtas, espécie de pequeno porte, mais apropriadas para cultivo em áreas urbanas. No dia 5 de julho, as últimas árvores foram cortadas e removidas, também pela Prefeitura. “Como educadores, primamos pela educação ambiental, mas, neste caso, não tivemos alternativa porque as árvores causaram muitos danos na calçada e provocaram vazamentos de água, o que representava risco de acidente para as crianças e também para os pedestres”, apontou a diretora.
Maria Auxiliadora observou ainda que as novas mudas já foram selecionadas junto ao Horto Florestal e serão plantadas gradativamente. A calçada também será refeita. A iniciativa é positiva e contrária a um flagrante registrado por Amauri C. Romano, que registrou uma poda radical de quase 20 pinheiros plantados na calçada de uma residência na esquina das ruas Conde Afonso Celso e da Barão do Amazonas. “Fiquei chocado ao ver uma verdadeira mutilação das árvores, ocorrida há alguns meses”, denuncia Amauri.