Mudança e adaptação

Mudança e adaptação

As escolas ficam atentas aos vínculos de amizades, pois quando estabelecidas, essas relações ajudam e fortalecem o processo de ensino e aprendizagem

Mesmo prestes a completar o primeiro semestre de 2012, muitos estudantes ainda enfrentam o processo de adaptação a um novo colégio, o que também inclui o desenvolvimento de novos amigos e até a acomodação em uma nova cidade. Leonardo, Thallly, Raphaella e Gabriela vivem esta experiência e estão encarando as dificuldades com muita naturalidade.

Mais do que chegar à nova escola, a paraguaia Gabriela Peñna Negretti teve que se acostumar com o novo país e a nova cultura. Para a estudante, tudo é diferente: as leis, as comidas e, principalmente, os hábitos dos jovens. “No meu país, tudo é bagunçado e liberado. Aqui, só maiores de idade, por exemplo, podem frequentar festas. No Paraguai, é outra realidade”, enumera a estudante, que mudou-se para Ribeirão Preto para se dedicar intensamente aos estudos durante o terceiro colegial e está morando com uma tia e uma prima.

Para a Irmã Adair Aparecida Sberga, do Colégio Auxiliadora, é importante que o estudante encontre no novo ambiente um tratamento acolhedor. “Fazemos de tudo para que as crianças e os jovens se sintam em casa, bem recebidos pelos amigos, pelos coordenadores, pelos professores e por todos os funcionários da escola”, explica. Acompanhar o aluno por todas as salas, mostrando os ambientes, é uma das medidas adotadas pela escola. A Irmã Adair destaca a importância de conhecer o histórico do novo aluno para, assim, ajudá-lo a adaptar-se às disciplinas naturalmente. Para isso, o acompanhamento pedagógico e as conversas com os pais são essenciais.

Já Thally Hanna Moraes, de 15 anos, veio de São Paulo para o interior e começou o ano letivo em um ambiente diferente. “Quis morar com meu pai e estou adorando a nova experiência. No começo, fiquei com medo de não me enturmar, mas já me adaptei”, conta a adolescente que revela que a metodologia da nova escola exige muito empenho, porém, é mais divertida. 

Thally conta que contou muito com a ajuda dos professores e dos coordenadores. A pedagoga e psicopedagoga Ana Paula Corrêa de Souza, do Colégio Santa Úrsula, explica que o aluno passa, antes de efetivar a mudança, por uma entrevista, cujo objetivo é estabelecer um contato direto com o estudante. Paralelamente, o aluno recebe o acolhimento da coordenação e dos professores, o que, com o início das aulas, é feito pelos colegas.

Raphaella Gargia Oliveira e Leonardo Dorta passaram pela mesma situação e já estão bem ambientados no novo colégio. “No começo, eu não queria mudar, pois já tinha minha turma e meus amigos. Mas entendi que a transferência seria positiva e, logo nas primeiras semanas, passei a gostar do novo ambiente. Acabei entendendo que fiz a melhor escolha e me surpreendi”, declara o estudante, que está cursando o 9º ano do Ensino Fundamental. De acordo com a pedagoga, as escolas ficam atentas aos vínculos de amizades, pois quando estabelecidas, essas relações ajudam e fortalecem o processo de ensino e de aprendizagem. “Se os alunos vêm abertos, dispostos à integração, a adaptação é rápida e tranquila. Aos que têm dificuldade na aprendizagem, a escola oferece acompanhamento e aulas de reforço”, conclui Ana Paula. 

Texto: Mariana Secaf
Fotos: Ibraim Leão e Carolina Alves

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