Mulheres Ganham Espaço no Mercado Jurídico
Parte da equipe feminina do escritório de advocacia Brasil Salomão e Matthes

Mulheres Ganham Espaço no Mercado Jurídico

Advogadas avançam na carreira e despontam com sucesso. Profissionais de Brasil Salomão e Matthes Advocacia contam suas trajetórias e refletem sobre o papel da mulher no escritório

A força feminina atingiu, neste ano, a marca dos 54% no quadro de profissionais no Brasil Salomão e Matthes Advocacia. O escritório tem registrado, nos últimos anos, crescimento da atuação de mulheres, que hoje advogam, estagiam e atuam na área administrativa na matriz em Ribeirão Preto e nas sucursais em São Paulo, Campinas, Franca, Belo Horizonte, Três Lagoas, Goiânia, Cuiabá, Rondonópolis e em Portugal (Lisboa e Porto).
Larissa Borges afirma que número de estagiárias tem crescido
A coordenadora de RH da banca de advocacia, Larissa Borges, diz que a maior expressão feminina ainda é entre as advogadas, mas pontua que tem crescido, também, o número de estagiárias. Na matriz, em Ribeirão Preto, o número de mulheres advogando já é maior que a metade (55%), o que equivale a 74 advogadas e 64 advogados ao todo. A cidade ganha das sucursais em volume de mulheres, mas a filial que apresenta maior percentual (78%) de advogadas em ação é Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, com sete mulheres e três homens. Na capital do Estado de São Paulo, a quantidade delas ante a deles é a mais equilibrada: 50%, mas tudo indica que elas vão virar a estatística em breve, já que os bancos universitários também apontam números crescentes de mulheres. Outra cidade onde o percentual chama a atenção é Campinas, já na margem de 75% de advogadas na frente de atendimento.

Fundado em 1969, Brasil Salomão e Matthes Advocacia completou 50 anos em março de 2019 e encerra as atividades comemorativas neste mês de março, quando atingiu a marca do seu 51º aniversário. O levantamento numérico feito recentemente pela equipe de RH, liderada por uma mulher, comprova que, além de ter cruzado um marco de tradição, credibilidade e solidez, a banca de advocacia tem inovado nos conceitos e valores corporativos. 

Não é à toa que o escritório já vinha sendo apontado nos últimos anos como um dos mais admirados do País pelo anuário Análise 500 Advocacia. No final do ano passado, a equipe comemorou resultados positivos quanto à trajetória e à performance no mercado e figurou, mais uma vez, na pesquisa de abrangência nacional. Entre as indicações estão: o 3º lugar entre os mais admirados do Estado de São Paulo e mais três áreas jurídicas em destaque que também reúnem mulheres competentes e perspicazes. O que elas têm de diferente? O olhar focado na carreira. E muitas em primeiro plano. 
Fabiana Barbassa é sócia do escritório há nove anos
É o caso de Fabiana Barbassa, de 38 anos, e há nove anos no escritório como sócia. Ela é coordenadora do atendimento que o escritório faz para a construtora MRV Engenharia e Construções S/A. A advogada comanda uma equipe com mais de 30 pessoas. Ela enxerga um respeito muito grande entre a equipe. Tanto que, apesar de toda a discussão sobre feminismo versus machismo e Direito, nunca se sentiu desrespeitada. "O Escritório está focado em, cada vez mais, ampliar a presença feminina nas posições importantes, tanto que já existem várias mulheres em posição de liderança”, afirma. A carreira e a vontade de vencer sempre foram prioridade em sua vida. 
Apesar da rotina, Mariana Salomão encontra tempo para ficar com a família
Mariana Denuzzo Salomão também colocou a profissão à frente projetos pessoais, mas, agora, aos 36 anos, casada, carrega no colo a primeira filha, Maria Júlia, de apenas dois meses. “Descobri neste tempo com ela que nasci para ser mãe”, afirma.  Antes de se decidir pela maternidade, mergulhou na carreira e construiu uma trajetória sólida, com muitos desafios, viagens e uma vida sem rotina. Mariana trabalha em duas cidades: em Ribeirão Preto, como advogada na área societária e em São Paulo, como coordenadora da área cível. Apesar da rotina agitada, sempre encontra tempo para ficar com a família e diz que a palavra-chave para ela é equilíbrio. É assim que pretende administrar daqui para frente os papéis de mãe, mulher e profissional.
Cristiane Dultra organiza as jornadas no trabalho e em casa
Tal como Mariana, Cristiane Dultra, de 41 anos, coordenadora da área de Direito Administrativo, além carreira profissional, possui outra jornada em casa. É mãe de dois filhos, mas garante que divide com o marido a responsabilidade sobre as crianças. “Não houve um só momento, em toda a minha vida profissional, em que maternidade e trabalho foram coisas excludentes para mim”, conta. Se pudesse descrever a atuação no escritório em uma palavra, escolheria sem dúvida: desafio. Entre seus muitos aprendizados no Direito, a advogada diz que o maior foi a noção de que todo problema pode ser resolvido.

Alta performance 
Para Laísa Gonçalves, mulheres têm mostrado a que vieram

Na opinião de Laíza Ribeiro Gonçalves, 38 anos, coordenadora da área trabalhista da sucursal de Goiânia, as mulheres têm “mostrado a que vieram”. Mesmo assim, Laíza acredita que há caminhos pela frente a serem trilhados: elas ainda não são maioria nos cargos mais altos, por exemplo, o que não ocorre com ela. Em Goiânia, é a única coordenadora de uma área. “Eu só vejo vantagens nessa evolução, mas, para ser completa, não só a quantidade de mulheres no mercado deveria ser levada em consideração, mas a posição delas nos melhores cargos, com os mesmos salários”, pontua. A advogada começará a trabalhar agora com uma equipe totalmente feminina na área trabalhista e está empolgada com a oportunidade.
Ter começado cedo na profissão mudou a vida de Marcelle Villela
A maioria delas concorda: o escritório vem formando uma geração de advogadas de sucesso, muitas que começaram estagiando ou passaram a ser sócias da banca logo que se formaram e hoje evoluíram. Marcelle Buainain Villela se encaixa neste perfil. Ela avalia que ter começado cedo na profissão foi a principal transformação na vida. A ribeirãopretana de 31 anos já exerce seu papel de protagonismo na banca de advocacia há oito anos — sendo essa sua primeira e única atividade profissional desde que se formou. “Eu cresci como pessoa, como profissional e me tornei mulher aqui dentro”, aponta. 
Beatriz Pacini destaca liberdade para tocar projetos que completem sua formação
Beatriz Pacini, de 28 anos, sendo cinco de atuação na matriz, atende, principalmente, na área empresarial. É responsável pela área de Propriedade Intelectual, consultoria e contencioso de marcas e também advoga em casos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Hoje, atende atualmente 40 clientes e é responsável por cerca de 80 processos.  Ela diz que, no escritório tem abertura para que possa tocar projetos com liberdade, como a pós-graduação na área de contratos na FGV, em São Paulo, enquanto trabalhava no escritório. “Recebi todo o apoio para fazer minhas viagens de estudos”, afirma.

A advogada conta que a evolução das mulheres na banca de advocacia aconteceu em pouco tempo: em apenas cinco anos ela viu uma mudança muito grande tomar corpo no seu próprio ambiente de trabalho. “As oportunidades estão surgindo e estamos crescendo muito rápido. A partir do momento que o escritório mudou essa chave, os reflexos têm sido muito positivos”, relata.

Condições mais igualitárias
Algumas delas acreditam que, apesar das mulheres terem conquistado um espaço expressivo até agora, ainda há muita luta pela frente. A maioria ainda se dedica 100% ao escritório e também concilia vida pessoal e trabalho ainda no velho modelo: esposa, dona de casa, mãe e todas responsabilidades envolvidas em cada papel. “Só por ser mulher, a gente tem de estar dia a dia provando que nós somos capazes e que fazemos nossas tarefas tão bem ou até melhor do que o homem”, diz Marcelle.

Elas concordam: o ambiente do escritório, no entanto, sempre a ajuda a lidar com tudo isso. A maioria das entrevistadas afirma que a equipe é muito colaborativa, o que possibilita condições mais igualitárias para homens e mulheres.

Amanda Cavallini, 28 anos, sócia-advogada na sucursal de São Paulo, constata que a mulher tem conquistado cada vez mais o seu espaço no Direito, até mesmo em cargos de liderança. “Elas mostram que são capazes de atuar e defender com competência em qualquer área da profissão”, diz ela. Relembra, enfim, como boa advogada, do Princípio da Isonomia, segundo o qual todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza — regra que não deveria ter justo o Direito como exceção.



A OPINIÃO DELAS

“Na época em que eu estudava, as mulheres já eram maioria no curso de Direito. Mas não se via essa evolução acompanhar o percentual de mulheres que chegavam a lideranças de escritórios. Um dos maiores entraves para o crescimento das mulheres no mercado ainda é o fato de que muitas são impulsionadas a fazer dupla jornada — trabalhando em casa também. Mas hoje vejo muitas mulheres trabalhando. Eu as vejo nos congressos, nos escritórios, como professoras. Esse cenário tem mudado bastante com o tempo”.

Elaine Cristina de Oliveira Motta, 45 anos, coordena o setor de consultoria e planejamento tributário.



“Sinto-me honrada por poder seguir na área do Direito Previdenciário aqui no Brasil Salomão. Minha mãe, sempre quando passava aqui pela frente, dizia que eu iria trabalhar aqui no futuro. Eu nunca acreditei completamente. Hoje estou aqui”.

Fernanda Bonella tem 27 anos. Foi uma das precursoras da área de Direito Previdenciário no Escritório Brasil Salomão e Matthes Advocacia.



“Não há nenhuma barreira para mulheres entrarem aqui. Todos têm realmente sido avaliados pela sua capacidade, independente de gênero. E, na minha ótica, essa é a condição mais justa, de trazer igualdade entre homem e mulher”.

Daniela Meca, 28 anos, advogada da área cível



“Eu passava em frente ao escritório e sonhava em ingressar ali. Mas, por boatos e conversas com amigos de que mulheres não eram contratadas, não acreditei que pudesse trabalhar lá. Em 2010, resolvi encaminhar meu currículo pelo site do escritório. Um mês depois do envio, fui chamada para trabalhar e, desde 2010, estou na casa, atualmente como sócia”.

Juliana Sábio Nicoletti, 37 anos, advogada da área trabalhista



“Às vezes, os compromissos de trabalho podem nos exigir mais disponibilidade e, em outros momentos, a vida pessoal requer uma atenção excepcional. Acredito que, com planejamento e organização, é possível conciliar a vida pessoal e a vida profissional”.

Luciana Doblas, 38 anos. Hoje, coordena a filial de Campinas



“No dia a dia, consigo trabalhar e ter minha vida familiar. Eventualmente, é necessário atendimento fora do horário normal, mas, quando ocorre, atendo com gosto. Tenho muito orgulho de fazer parte de um escritório com 50 anos de história e credibilidade. É incrível trabalhar aqui. Tenho muita gratidão a Deus e a todos que me abriram as portas”.

Núbia Braga, 34 anos, é advogada da área trabalhista na filial de Três Lagoas



“A única coisa que eu tenho certeza na vida é de que eu não vou conseguir ser uma pessoa 100% realizada sem estar na minha profissão. Quero ser uma ótima mãe, presente, mas também quero continuar a ser uma profissional realizada. Hoje, nós mulheres nos preocupamos muito mais em nos formarmos e em termos estabilidade. E o Brasil Salomão tem acompanhado essa tendência mundial”. 

Larissa Altino de Larissa, 34 anos, é advogada da área cível, futura mãe de um menino


Acesse site do escritório para conhecer a trajetória das entrevistadas: www.brasilsalomao.com.br. 

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