Muretas de proteção
Em reunião, convocada por Corauci Netto, secretário de obras públicas disse que projeto deverá ser entregue ainda nesse semestre
Somente no início de 2012, três veículos já caíram no córrego Retiro Saudoso, que corta as avenidas Francisco Junqueira e Maurílio Biagi. E de 29 de dezembro a 20 de janeiro dois motoristas morreram.
Esse é um problema antigo, tanto que a Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto, criou em abril de 2007 uma Comissão Especial de Estudo para analisar as ocorrências na avenida Francisco Junqueira e encontrar soluções. Os resultados dos estudos realizados pela comissão foram entregues à prefeitura em maio do ano passado, para que pudessem ser tomadas as devidas providências, segundo o presidente da CEE, Corauci Netto.
“De maio pra cá, quando concluímos o estudo e enviamos o relatório à prefeitura, nada foi feito. O secretário de Obras Públicas de Ribeirão Preto, Abranche Fuad Abdo, se comprometeu a continuar as obras que estavam sendo realizadas no cruzamento da Independência com a Francisco Junqueira, mas isso não aconteceu. Então, no começo de feveiro convocamos uma reunião para que ele pudesse explicar, especialmente, sobre as obras ao longo da avenida Francisco Junqueira e Maurílio Biagi”, conta o vereador Corauci Netto.
Durante a reunião, o secretário de obras públicas disse que o projeto para “cercar” o córrego pode sair ainda neste semestre. “Temos uma pequena verba que estamos estudando destinar para dar continuidade nisso. Estamos estudando apenas o uso ou não de lâminas metálicas chamadas de Guard-raill, que são mais baratas”, afirmou o secretário.
Para o vereador Corauci Netto, a obra não deveria ter sido paralisada. “Você não pode começar uma casa e deixá-la sem o telhado. Essas obras são importantes para a segurança das pessoas. Na reunião que realizamos este mês, ele se comprometeu novamente a dar sequência às obras”, conclui
Dado
Em 2011 foram registrados pelo menos oito acidentes envolvendo carros que caíram em rios da cidade. “Nas ruas do bairro Jardim Macedo, que terminam no córrego, por exemplo, não há uma boa sinalização, e quem não conhece a cidade e o bairro corre o risco de acabar dentro d’água”, afirma Corauci.
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Texto: Bruno Silva
Fotos: Carolina Alves
Vídeo: Yara Racy