Música cotidiana

Música cotidiana

Segundo vocalista, inspirações para as músicas vem do cotidiano

Tudo começou no final de 2011 com uma ligação por engano. Foi então que José Sales, vocalista da banda Chavala Talhada e Alê Balbo, produtor da Mansão Galo Bravo, começaram as primeiras conversas sobre a gravação do terceiro álbum do grupo ribeirãopretano. “As conversas começaram a evoluir para as gravações em um estúdio que, até então, estava sendo construído na Mansão Galo Bravo. Depois de muita conversa e quase cinco meses de pré-produção e muita expectativa, inauguramos o Estúdio MGB”, lembra o vocalista.

Para o novo disco da banda serão gravadas 14 faixas, dentre elas algumas regravações de álbuns antigos e músicas que foram “encostadas” pela banda durante os quase dez anos de shows. Sobre a sonoridade da banda José diz que a Chavala não se preocupa em trabalhar um gênero musical específico. Para os integrantes da banda o processo de criação é bem simples: “colocar tudo num liquidificador e seguir em frente”.

“Mas faltam ainda a gravação de alguns instrumentos para a conclusão da fase de captação. Teremos algumas participações especiais de músicos amigos e arranjos de metais, gaita, cavaquinho, entre outros timbres. Depois partimos para a parte da mixagem e masterização”, explica o vocalista.

O disco terá como produtor executivo Alê Balbo que, juntamente com Éder Hanna e Daniel Rezende, responsáveis pela produção musical. O show de lançamento do terceiro disco da banda está marcado para setembro no galpão de eventos do SESC Ribeirão Preto.

Sobre a banda
A primeira formação da banda data de 1999, após uma reunião de amigos, duelo de violões e filosofia musical. Dessa reunião surgiram as primeiras músicas da Chavala, lançadas em 2003 como um cd demo.

O nome Chavala Talhada é oriundo de Portugal, e segundo o vocalista é algo que se aproxima de  “moça bonita”. Em 2009 a banda lançou o segundo trabalho, batizado de Swing samba-daime. “Nestes dois primeiros discos fizemos tudo na raça, no de 2004 gravamos oito músicas em quatro horas, já o Swing samba-daime demorou mais e contava com seis músicas. Três delas gravadas no UnderStudio, do nosso amigo Romulo Ramazini e as outras três foram gravadas no estúdio do camarada Junão. Tivemos também a oportunidade de gastar um belo dinheiro na masterização, e finalmente entender do que se tratava”, ressalta José.

A inspiração para as músicas da banda vem de temas comuns do dia-a-dia. E geralmente são compostas entre todos os integrantes da banda e mesmo as músicas feitas só por integrante, acabam ganhando a cara de todos no final. “Nossa inspiração vem de trocadilhos, desavenças, plantas, espiritismo. Temos boas fontes”, aponta o vocalista.

“Nosso objetivo é fazer música, com ou sem pretensões. Desde o início da banda nossos palcos têm sido bares, festas de faculdade e eventos independentes. Esse contexto moldou nossa maneira de tocar, sem muita produção e sem muito ‘fru-fru’, finaliza.

A Chavala Talhada é formada por José Sales no vocal e guitarra, Walter Oliveira, na guitarra, Thadeu Schmidt, no baixo, Kleber Vitaliano, na voz e percussão e Adriano Martins na bateria.
 
Para ouvir o som da banda, acesse https://www.soundcloud.com/chavalatalhada

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Texto: Bruno Silva
Fotos: Ricardo Dal Farra

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