Música em grupo
Adolescentes se aproximam pelo gosto musical em comum e passam pela experiência de tocar em conjunto
Muitos começaram a tocar por curiosidade, outros por incentivo dos pais. Há também aqueles que percebem desde cedo um talento latente e decidem empenhar-se para desenvolver esse dom. Seja qual for o passo inicial, boa parte desses aprendizes da música compartilham uma paixão em comum: o prazer de tocar em uma banda.
A estudante Antonella Coselli Marcondes diz que cantar em uma banda é uma experiência única. “O clima dos ensaios e, principalmente, das apresentações é maravilhoso. Além disso, participar de uma banda me proporcionou conhecer novos amigos”, comenta a aluna, que é vocalista por hobby.
Sociabilização, convivência em grupo e respeito ao próximo são alguns dos pontos que esse tipo de atividade proporciona aos praticantes. Além disso, de acordo com Alcita Coelho, música e professora, a arte proporciona uma forma de expressão. “Nessa fase em que os estudantes se encontram, de muita confusão e de mudanças, a música funciona como uma forma de expressar os sentimentos, de extravasar”, considera a profissional.
Para Fernanda Silva Cavalhaes Ferreira, de 14 anos, a música faz parte de todos os momentos de seu dia. “Acordo com meu iPod e durmo com uma canção. Não consigo me imaginar sem as notas musicais e sem os instrumentos”, afirma a aluna que toca piano, violão e canta. A paixão é tamanha que mesmo com braço quebrado e operado, insistiu em aprender a manejar as cordas do violão.
O trabalho em grupo resultou em uma profissão para Victor Grili. Foi nas aulas de iniciação musical que o adolescente montou a Banda Vinil, que já tem músicas tocadas em todas as rádios locais. O jovem foi influenciado desde criança pelo hobby do pai e passou a dedicar-se à bateria. “A vontade de ter uma banda era um desejo que tínhamos em comum. Na época, formamos o grupo e começamos a ensaiar fora da escola. Logo conseguimos shows e hoje já gravamos o nosso primeiro CD”, declara o adolescente.
De acordo com Alcita Coelho, o trabalho em conjunto possibilita que o aluno aprenda a ouvir todos os instrumentos e elaborar o melhor arranjo. “A prática faz com que o adolescente ouça, reproduza, mude o arranjo e improvise. Tira da área de conforto proporcionada a quem toca sozinho”, explica. O adolescente Lorenzo Alves, de 16 anos, concorda com a professora e assume que, no começo, apresentar-se com os amigos em uma banda não é uma tarefa fácil. “Confesso que fiquei muito nervoso, mas depois que comecei a tocar e ver o resultado em conjunto, fiquei muito animado”, conclui o lorenzo, que já está montando uma banda com seus amigos.
Texto: Mariana Secaf | Fotos: Carolina Alves