Natália relata ameaça de morte

Natália relata ameaça de morte

Foi a primeira vez que a mãe de Joaquim falou da gravidade das ameaças

A mãe do menino Joaquim Marques Ponte, de 3 anos, Natália Mingoni Ponte, disse ter sido ameaçada de morte pelo companheiro e padrasto do garoto, Guilherme Longo. A informação é do advogado Alexandre Durante, que defende o pai de Joaquim, Artur Paes. Ele teve acesso ao depoimento prestado por ela na tarde desta quinta-feira, dia 14, ao delegado Paulo Henrique Martins de Castro, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), responsável pelo caso.

Suspeitos da morte do menino, que desapareceu no dia 5 e teve o corpo encontrado nas águas do Rio Pardo, em Barretos, no dia 10, Guilherme e Natália estão em prisão temporária por 30 dias. Ele está na cadeia de Barretos e ela, na de Franca. O padrasto prestou depoimento na quarta-feira e negou agressões. Nesta quinta-feira, Natália reforçou o que já tinha dito e acrescentou a ameaça de morte.

“No domingo, inicialmente, ela relatou que não viviam bem, mas não falou em ameaça de morte, como informou agora, quando voltou a falar de divergências entre o casal”, disse o advogado. Segundo ele, os depoimentos de Natália “não se completam” porque são contraditórios. “São afirmações que não acrescentam muito às investigações”, opinou.

“Hoje (quinta-feira) ela quis traçar uma cronologia dos fatos, falou das ameaças de morte e da utilização de insulina pelo Guilherme. E apesar de pouco acrescentar à investigação, continuo a acreditar que os dois são os principais suspeitos. Não só eu, mas também as autoridades policiais”, afirmou.

Além de Natália, o delegado Paulo Henrique ouviu as declarações de um pescador que teria visto, na madrugada de terça-feira, dia 5, um homem jogando um objeto no Rio Pardo, na ponte da rodovia Cândido Portinari, onde ele pescava. O objeto estaria enrolado em um lençol, que teria sido recolhido pelo homem.

A testemunha disse ainda ter falado para o homem não jogar animal morto no rio. Para o delegado, os depoimentos de Natália e do pescador não acrescentou muitos dados à investigação. Mas ele solicitou da concessionária responsável pela rodovia, as imagens de câmeras instaladas nas proximidades no período relacionado ao desaparecimento.

“Vamos avaliar a veracidade disso e confrontar com outras provas. Todo detalhe é importante. Precisamos verificar se são reais as declarações, se tem alguma ligação, se é de fato o Guilherme quem ele viu. Isso vai fazer parte do processo agora. Precisa avaliar isso dentro do processo, não só o fato isolado. Ele reconheceu, fala que é o Guilherme”, disse o delegado.

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