No topo da América

No topo da América

O desejo de escalar o Aconcágua surgiu entre 2005 e 2006, quando o engenheiro realizou uma viagem de motocicleta com um grupo de amigos pela América Latina

Apaixonado por esportes radicias, o engenheiro Gabriel Berestinas embarcou para a Argentina neste dia 19 de dezembro com destino a Mendoza, cidade localizada na região oeste do país, próxima à Cordilheira dos Andes, onde está localizado o monte Aconcágua (ou “Sentinela de Pedra” na tradução do Quechua) — maior monte da América,  com 6.960 metros — que o ribeiraopretano pretende escalar nos próximos vinte dias, tempo entre a aclimatação e caminhada até o cume. Ao todo, serão doze dias dedicados à subida e o restante ao retorno a “Puente del Inca”.

“Nesse período, possivelmente de seis a dez dias, banhos e estruturas de maior conforto e higiene pessoal estão descartados, tudo variando de acordo com as condições climáticas e físicas da montanha”, ressalta Berestinas.

Gabriel viajará com um grupo de cinco pessoas, que conheceu há dois meses, em um encontro pré-expedição, realizado pela agência de aventuras GRADE 6, de Campinas. O grupo será guiado por Carlos Santalena, o mais jovem brasileiro a escalar o Everest.

Viajante
Apaixonado por esportes desde muito jovem, Gabriel pratica musculação, natação, corrida e, recentemente, fez um curso de escalada em rocha para adquirir alguns conhecimentos básicos.

“Subi o Pico das Agulhas Negras, considerado o 6° maior do Brasil e fiz a travessia da Serra Fina, considerada uma das travessias mais difíceis do Brasil, com três dias de caminhada com mochilas de 20 a 23 kg nas costas, por relevos íngremes, inclusive subindo a 5°maior montanha do Brasil, a Pedra da Mina (com 2.798 metros)”, conta.

O desejo de escalar o monte Aconcágua surgiu entre 2005 e 2006, quando o engenheiro realizou uma viagem de motocicleta com um grupo de amigos pela América Latina. Eles conheceram o Uruguai, a Argentina e o Chile. “Mas um dos locais que mais marcou minha memória foi a cordilheira dos Andes, na Argentina, onde tive a primeira visão da montanha”, lembra Gabriel.

A visão que Berestinas teve dos alpinistas, seguindo em direção à montanha com enormes mochilas, despertou a vontade de chegar mais perto do “gigante de pedra”. A escolha pelo Aconcágua foi motivada por usa localização mais próxima ao Brasil e por possuir rotas para a chegada ao cume que não necessitam de escalada técnica, apenas de excelente preparo físico e psicológico.

“Além disso, o Aconcágua é a maior montanha, fora do Himalaia, com temperaturas de até -30 °C, fortes ventos e um clima extremamente seco, o que gera o desafio que realmente estou procurando”, afirma o aventureiro.

As fotografias de natureza são outro hobby do engenheiro, e a prática de esportes radicais ajuda-o a encontrar  novos angulos e paisagens para suas fotografias. “Para mim, fazer uma foto perfeita gera uma satisfação interna parecida com a de chegar ao local desejado.  Em todas as viagens que fiz, sempre tive como companheira, uma boa máquina fotográfica”, conclui.

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Texto: Bruno Silva
Fotos: Arquivo pessoal

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