Novo olhar para o futuro
A participação das entidades sem fins lucrativos foi fundamental para garantir a não evasão
Após três meses de aulas semanais, o Programa Investir Vale a Pena (IVP) — qualificação gratuita desenvolvida pela PwC Brasil em parceria com o Projeto Ações do Bem — finalizou sua primeira turma. A solenidade de certificação dos 33 jovens aprendizes foi realizada no Theatro Pedro II, no dia 14 de dezembro, com a participação de pais e familiares dos alunos, representantes de entidades sem fins lucrativos e demais parceiros.
A turma de formandos, composta por jovens de 15 a 20 anos, aprimorou conhecimentos e desenvolveu habilidades nas áreas de liderança, empreendedorismo, finanças pessoais e visão de resultados. De setembro a dezembro, os alunos conviveram com profissionais de uma conceituada multinacional, ampliando as perspectivas de futuro. “Com o curso, aprendi a pensar no futuro e na minha vida financeira. Compreendi a importância de saber onde investir meu dinheiro, meu tempo e meu conhecimento. O curso me ajudou a entender como devo começar meu planejamento”, diz Beatriz Carolina Reis, uma das oradoras da turma.
A aluna Driele Pereira da Silva também ressaltou a importância dos conhecimentos adquiridos e afirma que se sente mais preparada para iniciar a vida profissional. “Mudei meu ponto de vista sobre trabalho. Agora, consigo reconhecer os pontos positivos e negativos para montar um negócio próprio, que é um dos meus objetivos. O curso foi um grande motivador para seguirmos em frente, com iniciativa e força de vontade”, reforça.
Lucas Vinicius de Souza, que até então pretendia fazer faculdade de Engenharia Mecânica, mudou suas expectativas profissionais após o treinamento. “Agora, quero cursar Administração. Mudei meu foco porque acredito que essa profissão me dará mais opções para escolher. Pretendo me especializar em economia e seguir carreira como consultor financeiro”, diz Lucas. Itamar e Rosângela Aparecida de Souza Lima, pais de Lucas, concordam que três meses foram suficientes para dar ao filho uma certeza maior sobre sua vida profissional. “O curso o fez ter uma nova visão de futuro”, explica Itamar.
Analisando o perfil dos alunos, o Ações do Bem concluiu que 82% deles pretendem cursar faculdade e 70% já definiram o curso. Para 2014, 36% dos alunos planejam conseguir um bom emprego e, curiosamente, 52% gostariam de montar um negócio próprio no futuro, mas antes querem adquirir experiência. Outro resultado que merece destaque é que a maioria da turma (64%) pretende ingressar no Programa Aprendiz Legal, promovido pelo CIEE, parceiro do projeto.

A participação das entidades sem fins lucrativos foi fundamental para garantir a não evasão. Os representantes das instituições acompanharam de perto a participação dos jovens e se mostraram satisfeitos. “No decorrer do curso, a mudança deles em relação à organização e ao planejamento foi nítida. Hoje, esses jovens estão refletindo mais sobre o que fazer. Isso é fundamental para uma boa formação”, ressalta Paulo Sérgio Carvalho Nunes, Coordenador da Organização Humanitária Santo Antônio Maria de Claret. “É muito gratificante perceber que nosso trabalho está sendo reconhecido. É como ver uma semente germinar”, afirma Leila Maria Marco, da instituição Cenarph.
Para Márcia e Valter Pieri, diretores da instituição Programa de Mãos Estendidas (PME) e pais da aluna Giovana Fernandez Pieri, o principal valor do curso ultrapassa o aprendizado econômico e financeiro. “Como pais, tanto biológicos como de coração, observamos um crescimento real”, afirma Márcia. Valter complementa que a mesma vontade que os faz prosseguir com o trabalho na PME conduziu a todos os empresários nesse projeto.
A formatura da primeira turma também foi embalada por cultura. Os jovens e seus familiares fizeram uma visita monitorada pelo Theatro Pedro II, inclusive, pelos camarins e bastidores. Ao final da solenidade, todos foram presenteados com a apresentação do Quarteto de Cordas da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Os participantes foram surpreendidos, ainda, pelo professor e palestrante Marcos Gomes Guimarães, vice-presidente do Theatro, que deu aos jovens a oportunidade de se tornarem monitores voluntários nos eventos que acontecem às terças-feiras no local. Nessas datas, toda a renda da bilheteria é revertida aos artistas. “É uma chance para ter mais contato com a cultura e com pessoas a ela relacionadas. Além disso, os jovens participantes ganharão ingressos para os espetáculos pagos”, explica o professor, que, em homenagem a Jonas Mariano, profissional da PwC que foi seu aluno e está diretamente ligado ao projeto, já batizou o grupo de “Grupo Jonas Mariano de Monitores do Theatro Pedro II”.
Para apoiar:
Empresas que queiram reforçar suas ações de Responsabilidade Social são bem-vindas a firmar parceria.
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