O balanço  do setor

O balanço do setor

Apesar das últimas medidas do governo para reduzir a liquidez e inibir eventuais bolhas no volume de crédito, a estimativa para 2011 é otimista

O setor automotivo encerrou 2010 com novo recorde de emplacamentos, 5.444.387 unidades. A alta em relação a 2009 é de 12,42%, um desempenho, segundo o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Sergio Reze, sustentado pelas taxas de juros atrativas, os prazos de pagamento acessíveis, o fluxo abundante de recursos para financiamentos e o maior poder de compra dos consumidores.

Apesar das últimas medidas do governo para reduzir a liquidez e inibir eventuais bolhas no volume de crédito, a estimativa para 2011 é otimista. “As medidas do Banco Central ainda não perturbaram o mercado”, comentou Reze.Em Ribeirão Preto, os resultados das concessionárias em 2010 variam entre 20% e 30% e a expectativa para 2011 é de crescimento igual ou superior, associado ao bom desempenho da economia brasileira e a muitas novidades trazidas pelas diferentes marcas.

Na Citröen Indépendance, o registro de crescimento foi de 30% em comparação ao ano anterior. O compacto premium C3 foi o grande campeão de vendas. “Em 2010, tivemos um recorde da indústria nacional. Emplacamos em Ribeirão Preto 1.169 automóveis com share de 4,29%, enquanto a média nacional da Citröen foi de 2,97%. Para este ano, esperamos novos recordes de vendas com o lançamento do Aircross automático, de novas séries especiais e, para o segundo semestre, do C3 Picasso e do grande sucesso de vendas na Europa, o DS3”, afirma o gerente de vendas Hélcio de Pádua.

Com o Mercedes-Benz C180 e a Dodge Journey liderando o ranking dos mais vendidos e um aumento de 22% nas vendas, em comparação com 2009, a Stecar Automóveis chega a 2011 com muitas novidades. Entre elas, a nova CLS, o novo 300C, da Chrysler, o Dodge Challenger SRT8 e a nova Grand Cherokee, da Jeep. “A expectativa é continuar crescendo, no mínimo, no mesmo ritmo de 2010. A restrição financeira imposta pelo governo pode influenciar de alguma maneira, mas a perspectiva é boa”, diz Marcelo Bekcivanyi, gerente de vendas.

Na Lago-San, o modelo mais vendido foi o Honda City e o crescimento registrado foi de 20% em relação ao ano anterior. Em números gerais, a Honda fechou o ano com alta de 5%. “O mercado promete muito e vem novidades por aí”, afirma o supervisor de veículos novos, José Carlos Sgarbi Luz.

As concessionárias Eurobike de Ribeirão Preto totalizaram 920 veículos vendidos em 2010. Os campeões de vendas foram os modelos BMW X1 e 320. Há novidades para este ano em todas as marcas: Audi A1, A7 e A6; BMW X3, M3 e Série 7 Active Hybrid, além das motos F800R, K1300 GT e K1300 GTL, F800 GS; Range Rover Evoque; MINI Countryman e Volvo S60. “Estimamos um crescimento de 30% em 2011 e já estamos adequando nossa estrutura para atender ao aumento”, confirma o gerente multimarcas Guilherme Passalacqua.

No Grupo Santa Emília Automóveis houve crescimento de vendas em todas as marcas representadas — duas lojas da Volkswagen e uma da Toyota em Ribeirão Preto; Citröen, em Uberaba; Renault, em São Carlos, e Fiat em Matão, Taquaritinga e Monte Alto — com variação entre 5% a 20%. “O crescimento da indústria de carros e comerciais leves no Brasil foi de, aproximadamente, 10% em relação a 2009. Ribeirão Preto teve um crescimento de 11,3%, saindo de 24.504 carros e comerciais leves emplacados em 2009 para 27.273 em 2010”, explica o diretor comercial do Grupo, Luís Eduardo Guião.

Nas lojas da cidade, os campeões de vendas foram o Novo Gol, da Volkswagen, e o Corolla, da Toyota. Entre as novidades da marca alemã para 2011 estão os novos Jetta, Passat Sedan e Variant e Touareg, além das novas versões da Amarok e algumas séries especiais. Na Toyota, Hilux e SW4 com motor Flex, RAV4 4x2 e Nova Prado são aguardados.

O Grupo vendeu 12.653 carros nas cinco marcas representadas, alcançando uma média de 1.000 carros por mês. “Devemos ter uma pequena queda nas vendas no 1º trimestre, por conta das medidas de restrição ao crédito, com um crescimento médio em torno de 6% ao longo do ano”, avalia o diretor. 

Texto: Yara Racy 
Fotos: Julio Sian, divulgação e arquivo 

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