O bê-á-bá dos projetos
Em apenas três meses Centro Cultural Palace ajudou a viabilizar 80 projetos culturais em Ribeirão
Inaugurado em outubro do ano passado, o Centro Cultutal Palace (CCP) está se tornando um importante ponto de referência para os projetos culturais de Ribeirão Preto. Além de sediar exposições, palestras, apresentações, oficinas e diferentes eventos do segmento, o CCP também atua como importante parceiro de quem deseja produzir cultura na cidade, colaborando na elaboração de projetos para captação de recursos.
A Exposição de Presépios e Sagradas Famílias foi um exemplo, onde se conseguiu reunir mais de 30 artesãos de Ribeirão Preto utilizando diferentes técnicas. A exposição dos acervos de Silveira e Barrinha foi outro exemplo, assim como vários lançamentos de livros, todos com palestras como a do escritor Toledo, apresentações de música e dança, oficinas de artesanatos e de iluminação cênica, oficinas para cuidadores da Terceira Idade, utilizando-se da dança como instrumento, entre outros exemplos.
De acordo com a coordenadora do CCP, Meire Teixeira, o primeiro passo é procurar o Centro Cultural Palace pessoalmente e o segundo é preencher uma ficha de inscrição. O pedido para o interessado ir pessoalmente ao CCP, antes de preencher a ficha de inscrição, tem por objetivo a adequação da ideia.
“A partir da primeira visita já nos tornamos parceiros. E muitos projetos que chegam aqui pequenos, se tornam grandiosos. Como foi o caso da exposição de Silveira e Barrinha. Era para ser apenas uma exposição dos acervos e acabou sendo também um encontro de violeiros, com apresentações e declamações, envolvendo outros grupos, como o teatro. Há também casos de pessoas que tem grandes idéias, mas quando vão passar para o papel se perdem, por isso, achamos importante o atendimento pessoal. Não descartamos projetos sem conversar com os solicitantes, às vezes até aqueles que chegam aqui sem nenhum cunho cultural, conseguimos transformá-los, como foi o caso do projeto da Vila Tibério, onde a solicitante nos procurou para ajudar na posse da nova diretoria e acabou se tornando um grande encontro dos artistas locais da Vila Tibério”, explica a coordenadora.
Depois de avaliados e desenvolvidos, os projetos são encaminhamos para uma comissão curadora, formada por membros do Conselho de Cultura e Secretaria Municipal da Cultura. Uma opção para captação de recusros para estes projetos é o PIC - “Programa de Incentivo à Cultura” -, criado pela Secretaria Municipal da Cultura, que contempla projetos culturais na cidade.
“Em janeiro, o CCP fez 15 cartas de anuência à classe artística. Isso significa, caso os projetos sejam aprovados, que teremos uma movimentação grande aqui no Centro Cultural envolvendo oficinas, exposições fotográficas, montagem de espetáculos e até mesmo um documentário”, conta Meire.
Além disso, o CCP também tem parceiros que já investem no centro, e quando o projeto não possui verba, tenta-se uma parceria.
“Nesses três meses, ajudamos a elaborar muitos projetos em todas as áreas artísticas, e viabilizamos 80 projetos. Meu conselho para quem tem uma ideia é escrever o projeto e dar para alguém que não sabe do que se trata ler. Se a pessoa entender, já está dado o primeiro passo. A preocupação maior sempre deve ser em elaborar um projeto que tenha começo, meio e fim. Prever bem os gastos, não se esquecendo de colocar os impostos, e ficar atendo aos programas de incentivo culturais, municipais, estaduais e federais são outros pontos cruciais”, finaliza.
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