O Coaching e a produtividade
O coaching é uma forma diferente de lidar com resultados que propicia a cultura de melhoria continuada
Tão desafiante quanto alcançar bom status no trabalho é conseguir produzir mais e melhor, e de forma contínua. Hoje em dia este é um dos grandes desafios de gestão e para resolver esta questão surgiu o Coaching, uma forma diferente de lidar com resultados que propicia a cultura de melhoria continuada.
Não se trata de treinamento e tampouco terapia. Coaching significa estar ao lado, com técnica, para que a pessoa reflita, transforme suas intenções em ações e assim atinja seus objetivos. É um trabalho de suporte e acompanhamento, executado por um profissional habilitado que se compromete a apoiar outra pessoa ou uma equipe para que atinjam um determinado resultado.
Coach (treinador, em Inglês) é o profissional habilitado que conduz o Ciclo de Coaching, período pré-determinado para o alcance de uma meta. Já Coachee é o receptor deste trabalho, ou seja, a pessoa que pretende atingir uma meta e busca um profissional para acompanhá-la. O Coaching trabalha o contexto presente — com os recursos existentes agora — se transformando para melhor, tornando-se um profissional melhor, uma pessoa melhor, focando nos recursos existentes e não nos que faltam. Com isto, se consegue transformar o que era deficitário em algo poderoso e positivo.
De acordo com Regina Gonçalves, bacharel em Secretariado Executivo, MBA em Gestão Estratégica de Recursos Humanos e certificação em Coaching Pessoal e Executivo, este poder vem da capacidade de reconhecer as circunstâncias e fazer do estado atual o ponto de partida para alcançar o estado desejado com os recursos internos de que se dispõe. “O Coaching proporciona reflexão sobre seus valores, necessidades, reais objetivos e crenças limitantes através de um processo que resulta em satisfação pessoal e num consequente aumento de produtividade e melhoria nos relacionamentos”, afirma a consultora.
Por volta dos anos 80, o Coaching cresceu como profissão nos Estados Unidos, relacionado de início a esportes. Timothy Gallwey em seu livro “The inner game” (O jogo interno, em tradução livre) cita que há sempre uma parte interna que joga na sua mente, não importando a parte externa que joga. O grau de consciência que se tem deste jogo pode representar a diferença entre o êxito e o fracasso na parte exterior. Timothy afirmou também que o Coaching é um processo que se pode aplicar em todos os aspectos da vida cotidiana.
“O Coaching é um processo pelo qual o coachee aprofunda seu autoconhecimento partindo da reflexão sobre seus valores e necessidades”, explica Regina. “A partir deste reconhecimento estabelece-se a meta que poderá ser de curto, médio ou longo prazo. Isto determinará a periodicidade e extensão do ciclo”. A consultora ainda informa que, uma vez definido o objetivo do Ciclo de Coaching, a implementação vai ocorrer, sendo que nesta fase, o coach pode se deparar com crenças limitantes que serão trabalhadas para que o ciclo continue de maneira positiva. Superada esta etapa, Regina conta que haverá a percepção de transformação.
“Não há como viver um ciclo de Coaching sem que haja uma transformação. O coachee notará e as pessoas com as quais convive também perceberão esta mudança de comportamento”. Assim, segundo afirma Regina, ocorre a última etapa, de consolidação, isto é, o momento em que o autoconhecimento permite identificar que meta foi atingida e como trabalhar dali para frente para a execução de novos objetivos.
Quando se fala em trabalho e metas a serem atingidas, falam-se também em resultados. A partir do momento em que qualquer ser humano busque trabalhos que objetivam a melhoria profissional, almejam-se os resultados. O processo de autoconhecimento é o resultado que se percebe de imediato, depois, num desenvolvimento maior do ciclo de Coaching, vê-se resultados maiores como a realização da meta, da vitória e da transformação.
A consultora Regina Gonçalves explica que num ciclo de Coaching, a metodologia por ela utilizada consiste em cinco etapas. “Estão inclusas neste período as etapas de fundamentação, formatação, implementação, transformação e consolidação. Eventualmente, este período é alterado em função do prazo para o cumprimento de uma meta que poderá ser também de médio ou longo prazo”, completa.
Segundo ela, a opção por um ciclo de Coaching pode surgir pelo interesse em superar os próprios limites, questionar profundamente os objetivos e as condições para atingi-los. Havendo interesse, a pessoa deve buscar um profissional habilitado com formação comprovada e referências, o que assegura um acompanhamento de qualidade. Em se tratando de momento certo para iniciar um ciclo de Coaching, Regina observa a situação de quem vislumbra a necessidade de decidir algo realmente importante, seja isto na vida pessoal ou na profissional.
As mudanças nos receptores desse trabalho são notáveis. A consultora explica que, antes de tudo, é importante saber das próprias necessidades, ou seja, saber o que cada coachee quer para si mesmo.Em seguida, inicia-se uma mudança consciente de comportamento para ajustar os passos para a consolidação da meta. Neste instante, as pessoas começam a perceber e comentar sobre estas mudanças. “Após o primeiro ciclo, o coachee passa a ter base para as suas atitudes serem mais conscientes. Invariavelmente, ao final de um ciclo, o coachee já tem em mente qual será a próxima meta a ser atingida”, explica a consultora.
No ambiente de trabalho, por exemplo, Regina ressalta que um ciclo de Coaching colabora de forma efetiva para o alinhamento de valores, visão do profissional e da empresa no qual atua, além de ocasiões como demanda por aumento de produtividade, sucessão, promoção ou mesmo definição de rumos da carreira. A consultora diz ainda que, em certos casos, o ciclo de Coaching é proposto pela própria empresa, mas aquele que escolhe participar do trabalho já manifesta iniciativa. “O profissional que opta por aderir a um ciclo de Coaching espontaneamente demonstra diferencial competitivo por buscar seu próprio aprimoramento”, finaliza Regina.
Revide On-line (Colaborador Fernando Belezine)
Fotos: Júlio Sian
*Matéria publicada em 15/04/2011