O espaço dos arquitetos
Algumas das características marcantes desses profissionais podem ser encontradas justamente no local de trabalho
Os arquitetos Ana Carolina Ribeiro, Tatiana Comacchio, Sergio Coelho e Fernando Rivaben costumam aparecer frequentemente na mídia especializada. Isso porque seus nomes estão atrelados a importantes imóveis residenciais e corporativos, espalhados por Ribeirão Preto e região.
O trabalho deles pode ser visto por quem passa pelas ruas da cidade. Suas ideias tornaram a paisagem mais bonita, os empreendimentos, mais modernos e os espaços, mais funcionais. Mesmo atendendo às necessidades do cliente — e seguindo os gostos apontados por ele para a construção —, cada arquiteto tem suas particularidades, seu jeito próprio de transformar conceitos em projetos bem elaborados. Essas características ficam impressas e podem ser vistas claramente no produto final, como uma assinatura do criador.
Mesmo com o vasto portfólio à disposição para análise, para conhecer o estilo de um profissional, nada melhor do que conferir seu espaço de trabalho. Como nesse caso, o cliente é o próprio arquiteto, ele tem total liberdade para trazer à tona sua identidade. Foi o que fizeram as sócias Ana Carolina Ribeiro e Tatiana Comacchio. “Acreditamos que todo projeto precisa ter a cara do cliente, traduzir sua personalidade. Na hora de montar o nosso escritório não poderia ser diferente”, ressalta Ana Carolina. Quem visita o AC Arquitetura verá espaços integrados, linhas contemporâneas e cores neutras. “Tentamos fazer desse cantinho um local que transmita seriedade e aconchego”, explica Tatiana.
O escritório foi crescendo aos poucos. Ana Carolina divide o prédio com o marido Everson Bellissimo, que representa marcas de produtos da construção civil. A princípio, as arquitetas ocupavam apenas uma sala. Por conta da demanda, assumiram a metade da casa. Essa união faz com que o escritório conte com uma boa infraestrutura, que inclui um café, sala de reuniões e espaço de criação, prezando pelo bem-estar da equipe e dos clientes. “O escritório acaba sendo o espelho do nosso gosto e um cartão de visitas do nosso trabalho”, enfatiza Ana Carolina. Uma das maiores preocupações das arquitetas é deixar o espaço sempre atual.
Com 26 anos de experiência, Sergio Coelho também montou um cantinho que merece destaque. O estúdio onde trabalha, um loft que ele mesmo projetou, foi, por dez anos, sua residência. Por ser uma construção térrea, possui área livre, terraços, café/bar e uma linda vista da cidade. Os cômodos integrados, as divisórias leves e o pé direito de seis metros proporcionam uma boa amplitude e fácil comunicação entre a equipe, que hoje conta com seis pessoas. “A transformação para escritório foi, na verdade, bem simples. Mudei apenas a decoração. O ambiente de trabalho de quem atua nessa área deve ser inspirador, criativo, com cores e texturas que deixem transparecer essa dinâmica. Elementos e fotos do nosso trabalho, misturados a obras de arte, dão o toque final na composição”, descreve Sergio.
Fernando Rivaben escolheu outra proposta para seu espaço de trabalho. Ele está instalado, há 12 anos, em um conjunto de salas de um edifício corporativo. São, aproximadamente, 160 m² divididos entre a recepção, a sala dele e a sala da esposa, Zelena, que trabalha no ramo de decoração, além de duas salas de reuniões e um salão de produção. “Conseguimos criar um clima descontraído, onde todos se sentem à vontade”, comenta Fernando. Zelena foi a responsável pelo layout contemporâneo. Ela cuidou da decoração, do mobiliário e das divisórias internas, feitas em madeira e vidro jateado em faixas horizontais, que garantem transparência e boa luminosidade.
O arquiteto confessa que, como passa grande parte do dia no escritório, até sente falta dele nos feriados prolongados. Um dos pontos fortes da sala, na opinião de Rivaben, é a vista. Como possui amplas janelas voltadas para as avenidas Presidente Vargas e João Fiusa, a paisagem acabou fazendo parte do ambiente, como um quadro mudando constantemente. “Gosto muito daqui. É onde acompanho o crescimento da cidade, a paisagem urbana e a construção dos nossos projetos”, conclui.