O morcego
A opereta de Johann Strauss Filho, produzida pela Fundação D. Pedro II, promete um espetáculo cômico, cheio de máscaras, trocas de papéis e confusões de identidade
Uma farsa, com direito a máscaras, trocas de papéis, traições, confusões de identidades e um divertido final são alguns dos ingredientes que compõem essa deliciosa opereta produzida pela Fundação D. Pedro II, que será apresentada em agosto.
A montagem é uma produção da Fundação D. Pedro II e reúne na ficha técnica nomes de peso: na regência, o maestro Roberto Minczuc e seu assistente, Reginaldo Nascimento, que também conta com a colaboração de José Gustavo Julião; a coreografia é de Luciana Junqueira; a preparação do coro, composto por mais de 60 vozes da região, é de Cristina Emboaba e Lucas Galon, com a colaboração de Carlos Gonzaga, na primeira etapa, e Claudinei Oliveira, na segunda etapa. A direção cênica é coordenada por José Maurício Cagno, auxiliado por Gracyela Gitirana (assistente de direção), Constantino Sarantopoulos (cenografia), Vavá Moura (figurinos, adereços e maquiagem), Tim Paschoalik e Marco Barbosa (iluminação), além de costureiras e aderecistas.
Os personagens da opereta serão interpretados por Thayana Roverso (Rosalinda), Wladimyr Carvalho (Dr. Falke), Vinicius Atique (Barão Einsenstein), Cleyton Pulzi (Alfredo), Graciela Araya (Príncipe Orlofski), Karen Stephanie (Adele), Camilo Calandreli (Frank), Sasha Ganade (Dr. Blind) e Snizhana Drahan (Ida). Maicon Coutinho, Nathan Barbosa, Allan Monti, Daivid Tracanelli, Laura Pimenta, Maria Julia Nunes, Naisa Marques e Mariana Martins compõem o corpo de baile.
Segundo o diretor cênico, a ópera, que estreou em 1874, em Viena, foi composta por Johann Strauss Filho, tendo como libretistas Carl Raffner e Richard Genée. “Trata-se de uma comédia em três atos, que, além das belíssimas músicas, tem cenas faladas como em um teatro. É um saboroso entretenimento em que os autores nos proporcionam beleza e alegria, além de um bom retrato da alta sociedade vienense do final do século XIX”, resume Cagno.
A presidente da Fundação Pedro II, Dulce Neves, destaca que a ópera “O Morcego” tem sua importância histórica por ter sido estreada em um dos mais importantes centros culturais da época, sendo reconhecida em Paris e Berlim por um público ávido e conhecedor. “O fato de Ribeirão Preto ter sua montagem já é interessante. Isso é importante para artistas e profissionais de bastidores, enfim, para toda a equipe que a montagem cria. O Theatro Pedro II mostra que é possível ambientar produções próprias. As empresas parceiras demonstram seu comprometimento, não somente com os projetos do teatro, mas com o artista, com o público, com a educação e com a cultura”, ressalta a presidente.
Conforme Dulce, o espetáculo será impecável em relação à criação, aos figurinos, ao balé, ao coro e à direção. “Estamos trabalhando para que a produção seja apreciada tanto pelo público cativo de óperas e de concertos, quanto pelo público que não é especializado no assunto. A produção vai encantar a todos por sua qualidade técnica, sua criatividade e seus detalhes”, afirma a presidente, cuja opinião é ratificada pela de José Maurício. “O público de Ribeirão Preto e região pode esperar uma obra viva, alegre e reflexiva de nossa atual realidade, que unirá no palco a competência, a boa qualidade artística e o entretenimento”, conclui o diretor cênico.
Sinopse
Prestes a ir para a prisão, o Barão Eisenstein é convencido pelo amigo, Falke, a ir a um baile à fantasia, antes de se deixar prender. Na festa, todos se fazem passar por quem não são: O Barão Eisenstein se torna Marquês de Renard; a criada Adele, a atriz Olga; Rosalinda, a Condessa Húngara; e o chefe da polícia, Frank, Chevalier de Chagrin.
Aos poucos, a farsa se revela. Há um ano, devido a uma brincadeira do amigo Eisenstein, Falke foi abandonado, fantasiado de morcego e embriagado em uma praça pública, tornando-se motivo de chacota. Ao convencer todos a irem disfarçados ao baile, Falke não só diverte o príncipe, mas orquestra a vingança do Morcego.
Em meio à dança, à bebida e aos galanteios, as mentiras se tornam cada vez mais comprometedoras: cada um se revela ou é revelado pela situação. Fica claro que tudo não passava de um jogo de “João bobo”, onde Eisenstein era a única vítima.
Serviço
Quando: de 20 a 22 de agosto, às 20h
Onde: Theatro Pedro II
Quanto: R$ 80,00 (plateia, frisa, balcão nobre); R$ 60,00 (balcão simples) e R$ 40,00 (galeria), também à venda no site