O novo momento

O novo momento

Algumas peças possuem um design tão marcante que, mesmo depois de muitos anos, elas continuam em alta

Atualmente, a palavra design é uma das mais utilizadas no setor moveleiro. Porém, apesar de muito empregada, poucas pessoas sabem, de fato, seu significado. O arquiteto Sergio Coelho explica que o termo serve, essencialmente, para descrever o desenho do produto, levando em consideração itens como estética, conforto e funcionalidade. O sucesso depende da técnica, da estratégia e da criatividade do profissional, agregando valor e conferindo identidade visual, tornando, assim, o objeto diferenciado em relação aos demais. “O design é mutável e reflete o mundo ao seu redor. Os conceitos se transformam constantemente e por vários motivos, seja pelo avanço da tecnologia, pela influência de movimentos artísticos ou pela necessidade do consumidor de acordo com a situação econômica. Absolutamente tudo serve como inspiração”, comenta Sergio.

Há muitos anos a Itália é a principal referência em design, com destaque para Milão onde acontece anualmente uma feira que reúne especialistas do mundo todo. Em Milão são lançadas anualmente as principais tendências do mercado. O interesse por esse tema foi crescendo ao longo dos anos e ter uma dessas criações assinadas pelos principais nomes do setor se tornou sinônimo de luxo e de sofisticação. As peças ficaram extremamente disputadas.

Percebendo a demanda crescente, a indústria moveleira nacional decidiu investir no design. A ideia foi reformulá-lo para torná-lo mais acessível. As novidades apresentadas na Europa servem como base para o trabalho dos designers, que absorvem as propostas e as adaptam para o mercado local. Hoje, o país já conta com diversos talentos reconhecidos — alguns, inclusive, deixaram um pouco de lado as referências externas para apostar em seus próprios projetos, inovadores e originais, como Sergio Rodrigues e os irmãos Campanas, entre muitos outros.

Com o aquecimento da indústria, as lojas já disponibilizam para os consumidores um número maior de móveis com design diferenciado. Mesmo assim, a procura continua crescendo e incentivando a evolução do segmento. “O público tem bom gosto, é exigente e bem informado. Quer o melhor para compor a casa ou o local de trabalho. Além disso, a maioria das pessoas que nos procura conta com a orientação de um profissional da área, que sabe a importância de inserir, estrategicamente, produtos de design para enriquecer a ornamentação”, comenta o empresário Stélio Robusti, da UneRobusti.

A J.Roberto Móveis é outra loja que acredita no potencial do design. Segundo os sócios-diretores, Danielle Del Papa e José Roberto Seixas Jr., há opções para os mais variados gostos. “Cada cliente busca um estilo próprio — peças que representem seu modo de vida. O design é eclético e contempla a todos. O ideal é montar uma base predominantemente neutra para que o objeto mais ousado fique em evidência. O contraste que surge quando misturamos o moderno com o clássico e o contemporâneo, feito com equilíbrio, é bem interessante”, ressaltam os diretores.

Os modelos atemporais
Algumas peças possuem um design tão marcante que, mesmo depois de muitos anos, elas continuam em alta. “Essas pessoas são verdadeiros marcos de uma época. Possuem inovações ergométricas e um alto nível de conforto que as mantêm atual. Por isso, é muito comum que designers de hoje busquem inspiração nesses modelos clássicos e tentem reproduzi-los com sua marca pessoal”, afirma Sergio Coelho.

Entre as peças mais procuradas estão a Poltrona Barcelona, de Ludwig Mies van der Rohe, criada em1929, a Eiffel Chair, de Charles e Ray Eames, criada em 1948, e a Egg, criada em 1958 por Arne Jacobsen.
Poltrona EggEiffel ChairPoltrona Barcelona

Texto: Paula Zuliani
Fotos: Carolina Alves e arquivo

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