O recanto da inclusão
Há 46 anos, a APAE oferece aos portadores de necessidades especiais a possibilidade de um futuro mais digno e de conquistas
Aos 46 anos de existência, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) escreve uma história de celebração da vida. Acreditando nas potencialidades do ser humano, oferece ferramentas que ajudam crianças, jovens e adultos portadores de necessidades especiais, especificamente, de doença mental e múltipla e de transtornos globais do desenvolvimento com comprometimentos acentuados, a terem um futuro mais digno.
Tomando para si uma responsabilidade da União, segundo a Constituição, a Instituição beneficente é o único refúgio para familiares de baixa renda que buscam uma possibilidade de desenvolvimento e de educação para entes queridos que apresentam limitações e requerem cuidados e atenções especiais. “Em torno de 95% de nossos beneficiários são das classes D e E”, afirma o presidente da entidade, Adalberto Griffo.
O trabalho implica, conforme a diretora escolar da APAE, Elaine Cristina Zeoti Sanábio Gomes, em oferecer atendimento em três segmentos. O setor da assistência social dá apoio social e psicológico às famílias, acompanhando e orientando a todos para que possam colaborar com o tratamento do paciente em casa, com dicas sobre alimentação, higiene e estimulação. “O segmento da saúde compreende atendimentos terapêuticos, que englobam fisioterapia, psicologia, neurologia, fonoaudilogia, psiquiatria, enfermagem e nutrição. Há também projetos especiais, como a equoterapia, desenvolvida em parceria com a Ecocenter e com o Haras Manoel Leão”, explica a diretora. No âmbito do ensino, há educação infantil, para crianças de 0 a 5 anos e 11 meses; fundamental, que constitui a educação básica; um programa socioeducacional que conta com o apoio de uma equipe multiprofissional na área da saúde; Programa de Educação Especial para o Trabalho, em que os usuários são preparados para o mercado, e o Projeto de Atendimento Complementar, em que o ensino da escola regular é reforçado.
Maria Luiza Malagutti Matos e Gisele Cristina Cardoso são duas das mães beneficiadas pelo atendimento da APAE. Suas filhas, respectivamente, Isabela, de 5 anos, e Vitória, de 4, têm a instituição em sua rotina há muito tempo. Isabela começou a frequentar a Entidade com um ano e Vitória, com poucos meses de vida. “A APAE ajuda em tudo. Quando ficamos sabendo da Síndrome de Down, ficamos desesperados, sem saber como fazer, como cuidar. Aqui somos ensinados, inclusive, sobre o que fazer em casa para ajudar no desenvolvimento da criança”, afirma Maria Luiza. “Aprendo a cuidar, a lidar com ela em casa, a dar continuidade ao tratamento para que a Vitória se desenvolva cada vez mais”, acrescenta Gisele Cristina. Mais do que oferecer um lugar adequado ao desenvolvimento, a APAE ajuda as famílias a entenderem o quanto o apoio e o envolvimento dos entes queridos são fundamentais para o bem-estar e o progresso dos pacientes.
Além das verbas municipais, estaduais e federais, a Instituição conta com o apoio financeiro de sócios e de doadores mensais, além de verbas provenientes de promoções. Informações pelo tel.: (16) 3512.5200 e pelo site www.apaerpo.org.br.
A APAE em números
Fundação: 19/06/65
Público atendido: 370 pacientes de Ribeirão Preto e região, 80 integrantes do Cantinho do Céu e 356 do Centro de Educação Especial e Ensino Fundamental Egydio Pedreschi
Funcionários: 170
Sócios: 1200
Doadores mensais: 10 mil
Promoções: de 4 a 5 ao ano