O “Trem da Cana”
Uma locomotiva movida à Diesel foi cedida pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) para o projeto
Toda a linha ferroviária por onde passará o “Trem da Cana”, projeto turístico realizado pela prefeitura de Sertãozinho por meio da Secretaria Municipal da Indústria e Comércio e a Associação Mogiana de Preservação Ferroviária (AMPF), já foi restaurada.
Segundo Marcelo Pelegrini, secretário da Indústria e Comércio de Sertãozinho, o que falta agora é restaurar os trilhos das ruas Eptácio Pessoa e Dr. Antônio Furlan Júnior. “Falta reconstituir os trilhos daquela região da cidade que tiveram de ser desmanchados por conta da circulação dos automóveis”, explica Pelegrini.
Outro ponto importante para a sequência da realização do projeto do “Trem da Cana” é a restauração do pátio da estação ferroviária, localizada na Praça Elmo Favareto. Atualmente a Polícia Militar (PM) ocupa o prédio e o canil está localizado no pátio da antiga Estação. “A desocupação do prédio por parte da PM está prevista para maio. Será construída uma nova base no valor de 40 mil reais”, explica o secretário.
A locomotiva
Uma locomotiva movida à Diesel chamada Rebeca foi cedida pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) para o projeto do “Trem da Cana”. Rebeca está estacionada em Uberaba e está prestes a chegar a Sertãozinho. “Esperamos que o primeiro passeio de trem seja realizado no segundo semestre deste ano”, prevê Pelegrini.
Saindo de Sertãozinho e chegando a Pontal, o “Trem da Cana” fará um trajeto de cerca de dez quilômetros e percorrerá um dos itinerários mais movimentados do auge da ferrovia na região. Entre os destinos estará o Engenho Central, única usina de açúcar do início do século XX que possui todo o seu maquinário preservado, fundado por Henrique Dumont, pai de Santos Dumont, e que pertenceu à família Biagi. O Engenho Central será transformado no “Museu Nacional da Cana”, num projeto que exigirá um investimento inicial de R$ 1,5 milhão.
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Texto: Bruno Silva
Fotos: Divulgação