Obra desaba e fere três
Segundo comandante do Corpo de Bombeiros, local fica interditado aguardando avaliação
Na manhã desta segunda-feira (11) a parede de uma obra, localizada no cruzamento da rua Coronel Emílio Moreno de Alagão com a Praça Bonfim, em Bonfim Paulista, desabou, deixando três pedreiros que trabalhavam no local soterrados.
Paulo Delaspora, de 48 anos, ficou por mais tempo soterrado e precisou ser encaminhado para a Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Segundo o médico André Marques, responsável pela Unidade de Transporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a situação das vítimas é estável. Os colegas Marcos Bianchini, 53 anos e José Augusto Antônio, de 28, ficaram com os membros inferiores presos, mas foram atendidos no local e passam bem.
“Ele [Paulo] ficou com terra até o pescoço, com volume muito grande de pedra pressionando a região do tórax. Aparentemente não conseguimos detectar nenhum tipo de fratura. Provavelmente deve ter contusão torácica. Mas ele está consciente. Os outros dois estão mais tranquilos, com fraturas nos membros inferiores. Pois eles ficaram presos pelas pernas”, explicou o médico.
Ação dos bombeiros
A ação da equipe de Bombeiros para retirar Paulo dos escombros levou cerca de 30 minutos. Rodrigo Araújo, capitão do Corpo de Bombeiros, conta que a causa do desmoronamento ainda é desconhecida. “Aqui é um caso de perícia que não cabe ao corpo de bombeiros neste momento. Por enquanto a área fica isolada, pois a estrutura encontra-se instável. Um engenheiro da prefeitura está a caminho para avaliar a parte estrutural”, conta.
Para o comandante a maior dificuldade durante o processo de salvamento foi retirar Paulo Delaspora dos escombros, pois havia muito entulho. Araújo chamou atenção para o trabalho realizado pelo Batalhão da Polícia Militar da cidade, que interditou imediatamente o trânsito no local. “O trânsito de veículos pesados faria vibrações no solo e poderia comprometer ainda mais a estrutura”, explica o comandante.
Segundo moradora, caso é recorrente
Marília Torres, moradora e vizinha da obra que desmoronou, afirma que o local já havia apresentado risco aos moradores de uma casa que fica nos fundos da construção. Segundo Marília, no dia 15 de outubro, a parede havia cedido por conta das obras. Na ocasião ninguém ficou ferido.
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Texto: Bruno Silva
Foto: Andrea Talarico