Obra do bem

Obra do bem

Com uma vida dedicada a assitência aos necessitados, irmã Margarida é um exemplo de amor a Deus

Em razão da comemoração do Dia do Amor, em 14 de fevereiro, o portal da Revide resolveu celebrar contando histórias diferentes de amor: aos bichos, a profissão, aos filhos e a Deus, afinal, histórias de amor são sempre razão de reflexão e emoção, pois o sentido que esse sentimento pode dar à vida de uma pessoa é - quase sempre  - surpreendente e transformador.

Foi o que aconteceu, por exemplo, a irmã Maria Margarida Marques Mesquita, uma portuguesa de Guimarães (povoado ao norte de Portugal) que, por amor a Deus, traçou seu destino na caridade vindo dedicar-se às crianças desassistidas em Ribeirão Preto.

Humilde, irmã Margarida não atribui a si nenhum mérito pela escolha de conduzir sua vida através da obra de assistência aos mais necessitados, pelo contrário, diz que a vocação sempre existiu, desde a infância, mas que foi por força da orientação da família e do pároco, que souberam conduzí-la nesse caminho, que foi possível trilhá-lo.

“Tudo o que fazemos é porque Deus permite. Ele se manifesta onde quer, assim é a vocação religiosa, uma opção de vida - porque Deus assim desejou, onde você adbica de ter a sua própria família para se dividir com todos os outros irmãos. Não é uma vida solitária, é livre. E a eternidade é igual para todos”, afirma.

Antes de vir para o Brasil e se envolver na criação da Casa A Família, em Ribeirão Preto, irmã Margarida prestou serviços aos pobres na Itália e na Àfrica. Para irmã Margarida, amar a Deus é amar a criação, o mundo como ele é e as pessoas como elas são. “É difícil, muitas vezes, nos colocar no lugar do outro, principalmente quando se está cansado ou chateado, é complicado atender o outro, mas é preciso, porque Jesus disse para amar ao próximo como a ti mesmo e Deus sobre todas as coisas”, ensina.

E apesar de toda sua entrega a essa necessária e transformadora obra de bem - cuidar das crianças desassitidas, dando-lhes afeto e oportunidade - irmã Margarida, não se considera, ainda, digna de Deus.
“Mas procuro ser. Assim como a esposa ou o marido procuram ser cada vez mais e melhores um para o outro eu também procuro ser cada dia mais para Deus”, conclui.

CASA À FAMÌLIA
Fundada em 17 de novembro de 1975, a entidade nasceu do ideal de três portuguesas que encontraram no Brasil, mais precisamente em Ribeirão Preto, as condições propícias para o desenvolvimento de um trabalho voluntário e solidário de assistência à crianças pobres.

Foi com muita fé e perseverança que as “Três Marias”, como ficaram conhecidas, Maria Odete Quartim e Maria da Conceição Ramalho trabalharam longos anos - 20 deles em companhia também de Maria Lopez Sancho - pela criação e educação das mais de 250 crianças desassistidas que viveram na Casa Família.

Anteriormente uma casa, realmente, de família, onde as crianças eram deixadas pelas mães para receberem amor, alimento, vestuário e educação porque as mesmas não tinham condições financeiras de sustentá-las, mas não queriam abandoná-las completamente à sorte ou adoção, a instituição filantrópica, hoje reestruturada para atender o Estatuto da Criança e do Adolescente,  oferece às mães condições de permanecer junto dos filhos.

A Casa de Apoio à Mãe oferece abrigo para que a mãe permaneça junto de seus filhos e a Casa À Família possa oferecer às crianças toda assistência social necessária (saúde, alimentação, vestuário, educação, etc) habitualmente realizada ao longo dos últimos 35 anos.

A sede da Casa À Família foi inteiramente construída, ao longo de dez anos, através de doações. Desde o terreno, doado pela prefeitura na gestão do ex-prefeito Duarte Nogueira até os móveis e eletrodomésticos, tudo contou com a colaboração de moradores do bairro Irajá, pessoas amigas e até as Igrejas Católicas de Luxemburgo e da Alemanha contribuíram.

Durante esse período, no entanto, nem um único dia a instituição deixou de oferecer abrigo, alimento e instrução às suas crianças. Atuando em casas alugadas e vencendo as dificuldades, o trabalho missionário realizado com a finalidade de não permitir que a mãe perca o direito ao seu filho, sempre encontrou amparo para continuar.

Hoje, a  Casa À Família e Casa de Apoio à Mãe abrem suas portas aos necessitados e a quem desejar ajudar nessa tarefa.

Casa À Família
Avenida Leais Paulista, 300
Jardim Irajá - Ribeirão Preto
Tel.:  3623 3331

Doações:
Banco HSBS - 399 - agência 0657 - conta corrente 15151-41

SEMANA DO AMOR
Esta matéria integra uma série especial,"As várias formas de amar", feita pelo portal da Revide em comemoração ao Dia do Amor que é celebrado todo dia 14 de fevereiro.

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"Amor maternal"

"Amor pelo que se faz"
 "Amor incondicional"

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