Olhar humanizado

Olhar humanizado

Com investimentos multisetoriais, a Hospital Care assume o controle acionário do Grupo São Lucas, dando continuidade à priorização do lado humano no atendimento à saúde

Com embasamento em pesquisa e em estudos de mercado, a Hospital Care, maior acionista do Grupo São Lucas, chega a Ribeirão Preto com o objetivo de implantar um novo conceito em gestão da saúde. Priorizando o paciente e a qualidade do atendimento em toda a cadeia do serviço médico, a empresa já considerava o município um alvo, devido à relevância no Estado de São Paulo, foco de seus gestores. Sob a presidência de Rogério Melzi, a holding foi criada a partir da sociedade da família Horn, controladores do Cyrela, atuante na área imobiliária, e do Fundo Bozano, presidido por Paulo Guedes.

De acordo com Rogério, para alcançar a meta, era necessário buscar o melhor ativo da cidade, e, para a Hospital Care, estava claro que o Grupo São Lucas ocupava esse posto. “Trata-se de um excelente ativo, muito bem gerido, com certificações nacionais e internacionais e com muito potencial de crescimento”, revela o executivo. A primeira aquisição da empresa foi o Hospital Vera Cruz, em Campinas, juntamente com uma operadora de plano de saúde. A segunda movimentação foi o investimento nos hospitais São Lucas e Ribeirânia. Com isso, chegam a aproximadamente 300 leitos, atingindo um faturamento próximo a R$ 500 milhões anuais, como estima Rogério.

O presidente da Hospital Care explica que, além da expansão dos dois prédios onde estão os hospitais, serão feitas melhorias na infraestrutura e nos equipamentos. Em paralelo, estão concluindo o Plano Diretor, um estudo que mostrará as outras oportunidades de investimento na cidade e na região. O executivo ressalta que, por ser um hospital geral, receberá investimentos de um modo mais generalizado, mas o Plano Diretor apontará mais precisamente as áreas que serão priorizadas nas rodadas posteriores de investimento. 

Depois do Grupo São Lucas, Rogério ressalta que a holding não descarta novos investimentos e já iniciou estudos para outras aquisições na área da saúde, colocando como regiões de preferência o interior de São Paulo, o Centro Oeste e Sul do país. Além da gestão do Grupo na cidade, o executivo se dividirá entre os cargos de conselheiro independente da Cyrela e de co-presidente do Conselho de Administração da Incorporadora. “Nos conselhos, os cargos requerem pouco tempo de dedicação, então, conseguirei conciliar bem”, estima Rogério, que tem a engenharia e a administração como formações iniciais. 

O executivo, que já passou por importantes conglomerados empresariais, como Suzano e Estácio, reconhece a atuação na saúde como um grande desafio, mas pretende trazer para o São Lucas muito do que foi feito na educação nos últimos dez anos. “Devemos ter senso de organização intenso, ou seja, gestão, mas sem perder o lado humano. As empresas, quando crescem, acabam se expondo demais, abrem seu capital na Bolsa de Valores e têm o retorno financeiro como meta central. Isso me parece pouco produtivo no século XXI”, reconhece, lembrando que a empresa capaz de olhar o ser humano, em que um trabalha pelo outro, só tem a ganhar.

Rogério ressalta, ainda, que a parceira entre os grupos beneficiará melhores compras de materiais e de equipamentos hospitalares, o que pode resultar em redução de custos, já que as aquisições para os três hospitais poderão ser centralizadas. Outro ponto de atenção do gestor são as fontes pagadoras: os planos de saúde. “A transparência é essencial para estruturar a confiança nos nossos serviços. Por isso, estou indo pessoalmente falar com os executivos desses planos, apresentando nossas propostas, metas, demandas e custos operacionais. Confiança e credibilidade são as chaves para um bom relacionamento sempre”, indica Rogério.

Estrutura completa

Hospital São Lucas

96 leitos, sendo 19 de CTI adulto e oito CTI pediátrica
700 internações/mês 
640 cirurgias/mês
200 procedimentos hemodinâmica/mês
30 transplantes de medula óssea este ano
6 mil consultas/mês no PA 
525 funcionários



Hospital Ribeirânia
65 leitos, sendo 16 de CTI 
300 internações/mês
200 procedimentos em cirurgia ambulatorial/mês
350 cirurgias/mês
280 funcionários

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