Olimpíadas escolares
Estudantes participam de competições nas disciplinas de química, física, matemática e redação
Resolver exercícios que podem ser considerados verdadeiros desafios é muito prazeroso para vários adolescentes, que, por vontade própria e curiosidade, inscrevem-se nas disputadas olimpíadas escolares. Algumas fórmulas, consideradas complicadas por muitos estudantes, tornaram-se um incetivo a mais para Gabriel Brognara, de 16 anos, e para Giovanni Azenha, de 15 anos. Natalia Scaraboto, de 17 anos, Vitoria Monseff e Bianca Fontanezi também são exemplos de alunos que adoram desvendar os problemas de química.
Eles não são do tipo “CDF”, mas são movidos por desafios e, portanto, buscam essas competições. “A prova é realizada em grupo, por isso se transforma em um momento prazeroso, compartilhado com os amigos. A experiência é muito interessante pois, em uma olimpíada, estamos lidando com estudantes do primeiro ao terceiro colegial e o desafio é ainda maior”, explica Gabriel.
Treinar para os concorridos vestibulares, entrar em contato com novos estudantes e exercitar o raciocínio e o aprendizado são outras razões compartilhadas por esses jovens. “Interagir com outros alunos com certeza aprimora o conhecimento. Além disso, aprendemos a trabalhar em grupo, já que muitas dessas olimpíadas são realizadas em equipe”, ressalta Natalia, que participou das Olimpíadas de Química junto com as amigas. Vitoria, companheira de prova, afirma que os problemas solucionados dão a oportunidade de relembrar conteúdos anteriores. “Como a prova é realizada com questões do primeiro, do segundo e do terceiro colegial, podemos revisar a matéria. É uma forma de estudarmos também”, conta a participante.
Para a orientadora pedagógica Luiza Cantarella, esse tipo de evento desenvolve o raciocínio, a interpretação e a habilidade para resolver exercícios. “É um treinamento em forma de brincadeira, pois não há cobranças, o que deixa os estudantes mais à vontade”, declara a profissional. Bruno Pita, de 14 anos, assume que foi nessas brincadeiras que descobriu sua vocação. Depois de participar de algumas provas regionais de matemática, o jovem resolveu se preparar para os vestibulares de exatas.
Mas não é apenas a área de exatas que oferece esse tipo de competição. Muitos adolescentes também se inscrevem nos desafios das áreas de humanas. Foi o que fez Júlio Chebel Klein, de 14 anos, que resolveu participar da Olimpíada de Redação. O aluno conta que sua escola realiza anualmente provas preparatórias para esses eventos. “Participei de uma disputa no colégio, gostei e resolvi me inscrever para as olimpíadas externas. As provas de redação ajudam a me manter atualizado, pois me preparo lendo jornais, revistas e livros”, declara o estudante.
Texto: Mariana Secaf
Fotos: Júlio Sian